Ainda é cedo. O cérebro faz um breve resumo de todo o dia
que vem, breve em relação ao tempo, que por sinal é a mais clara e amedrontadora
invenção humana para torturar a si própria. Dentro do abstrato mas extremamente
real imaginário, as ideias se confundem pelo
grande numero de tarefas a executar durante esse 0.27% fragmento de todo ano. E logo é lembrado que essa situação já
ocorreu inúmeras vezes e ocorrerá, e que já não é novidade saber que esse estardalhar
na mente acontecerá ate que as funções cerebrais estejam por fim encerradas. A balburdia
é singular de ser para ser, claro que ha coincidências, mas não passa disso. Ou
passa? O que não falta para o nosso sistema sensorial, muitos dizem que são só
cinco tradutores, são situações para serem internalizadas e assim cada um é
presenteado a cada contagem do relógio com uma vasta gama de informações que se
juntarão ao caos já estabelecido. Para amezinhar a dor que chega ao físico são
consultados os gurus da maior religião existente, e coitado do individuo que ir
contra os dogmas tão lúcidos criados pelos os homens do divã. O que soa estranho
é que se a uma padronização mental, logo não existirá mais templos para se
tratar do que é psicológico. Infelizmente ou felizmente, todo poder absoluto um
dia cai, na maioria é substituído por um sistema ainda mais autoritário, mas reunindo
os cacos o discurso tem a possibilidade de mudar. No final de todo esse
embaraço de dores, pensamentos, questionamentos, receios e ações já é tarde e o
nosso centro do sistema nervoso nos desliga lentamente, pois o ciclo recomeçará
em breve em outro lugar.
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