terça-feira, 18 de junho de 2013

Morbidez cientifica

A razão acadêmica por muitas vezes é extremamente burocrática e lenta para aceitar novas ideias de linguagem científica? O orgulho é um valor que acompanha acadêmicos de todo o mundo, talvez desde quando essa maneira cientifica de percepção foi concebida, onde tais abraçam suas causas e seus argumentos de um modo tão ferrenho que ao momento que podem receber novas maneiras de pensar, estão com uma cegueira possivelmente pior do que a da ignorância: A cegueira do conhecimento mórbido. Vejamos, Jean-Paul Sartre em sua vasta obra distinguiu consciência de conhecimento, onde o segundo é a apreensão dentro de um quarto (espaço) no homem onde guardamos ideias e noções de algo. Vejamos, a partir do momento que esse conhecimento (o quarto) está cheio de entulhos, e que cada coisa está ali por uma causa e que mudar uma peça será talvez motivo para um movimento geral das ideias ali contidas, o ser possuidor das mesmas se vê num paradoxo onde o conforto, ou a prudência, ou a mudança são fatores a serem escolhidos.  Bem, uma amostra clara dessa ideia acadêmica mórbida fica a cargo quiçá de um dos momentos mais belos da ciência, onde Freud e sua “Teoria da Sexualidade” buscou não desbancar, mas sim de uma forma ferrenha, corajosa e perspicaz situar a ciência psicológica em um campo até então obscuro. Já diziam os tradicionalistas de sua época, “dá a noite o que é da noite”, uma forma de inconcebível talvez não por ignorância, mas por um acúmulo de conhecimento e comodidade, que um homem da ciência possa proferir tais palavras, mas também como já dito acima, o conhecimento pode sim ser mórbido. Aqui não está sendo lançado ao vento todos os séculos de academia e seus brilhantes colaboradores, mas sim indagar até quanto essa maneira pré-conceituosa, de proteção, e que onde só o intra disciplinar é o que conta? Temos grandes valores nas ciências gerais. Grandes mentes que vão a caminho das descobertas e de novos conhecimentos que podem ser usufruídos por todos, mas que por empecilhos às vezes de títulos que não possuem, ou excesso de proteção dos que já obtém tais títulos, concepções de altíssimo nível passam despercebidas por essa forma mórbida que a cúpula tem de levar a o conhecimento cientifico. Dentro dessa linha de raciocínio é possível pensar porque o senso comum não é esclarecido, deve-se ao fato que a ciência ainda não é nem um pouco prudente, mas sim protetora. Essa proteção é desafiada por homens como Copérnico, Darwin, Freud e tantos outros que ao expor uma nova forma de visão do mundo assim na tentativa de emolir a tão petrificada ciência mórbida sofrem as mais diversas represálias. Uns vão dizer que esse é o caminho para a elaboração de uma ciência com bases confiáveis, mas isso quer dizer que a academia só faz bem a quem não faz parte dela, pois para os produtores de conhecimento é um lugar sofrível e que causa náuseas. Progresso científico não quer dizer evolução da espécie, um dos motivos para tal fato seria a própria morbidez científica.