No Brasil e na grande
maioria do mundo não se faz politica, mas sim uma politicagem medíocre,
extremamente enfaixada para que não se desmanche pela brisa. E esse argumento
acima se baseia no simples fato de que a grande maioria dos gestores públicos,
seja em uma cidade do interior de um país de terceiro mundo ou em alguma
capital mundial, não são os principais críticos da sua própria gestão. A crítica,
na visão destes, sempre virá de fora. Não será colocado aqui que o sistema
privado é dotado de grandes valores e que os homens que o compõe servem de bom
exemplo, pelo contrario, é tão cruel e incompetente quanto o sistema publico,
mas se for perguntado a alguma multinacional que se a critica deve vir por
terceiros para ai sim serem tomadas as providências devidas no intuito de
modernizar seus produtos e serviços, a resposta será negativa. A principal
critica vem de dentro. De uma tribo global que ainda engatinha em conceitos como
moral e justiça, é de se esperar que a falta de valores para um questionamento
individual ou interno seja uma ação cotidiana, pois é mais fácil utilizar o discurso materialista e culpar o
sistema capitalista por todos os males que afligem o homem do que buscar respostas
ainda não prontas, que abarquem a cada situação em suas devidas circunstancias. O
homem individual quando se aglutina com outras individualidades é que forma a
comunidade, e não ao contrario. E a comunidade quando se dissipa forma o homem
individual. Que há uma enorme influência degradante por parte da “sociedade” no
corpo e na mente humana é notável, mas ainda sim sempre a raiz será individual,
tendo em vista que é o homem o ser racional, e somente com essa caraterística,
de ser racional, é que se faz a necessidade da vivência em comunidade. Logo por
essa característica, tanto o individuo quanto o gestor publico devem ter para si uma
certa nobreza ao se tratar da sua vida e da vida daqueles que são influenciados
por suas atitudes. E não se deve esperar as criticas alheias, mas que esse
movimento comece naquele que tem o potencial em modelar seu corpo e sua mente,
ou naquele que pode fazer funcionar a mola mestra de sua gestão de maneira mais
justa, pelo simples hábito de se dispor a fazer justiça.