terça-feira, 23 de julho de 2013

Naturalmente simplista

Nota-se hoje uma enorme ansiedade nos seres humanos, principalmente os que se encontram mais ligados à tecnologia, em querer se mostrar simples. São tantos os jargões que complexo é sintetizar a noção do que é simples para esse público, mas dentro das possibilidades a que mais se adequa a situação citada poderia ser “Ser simples é ser feliz”.  A partir dessa observação é clara a intenção dos locutores desse tipo de ideal, mas ao mesmo momento é interessante perceber como a cada ação desses indivíduos distancia-os de se tornarem mamíferos bípedes simples, e que de maneira gradativa e assustadora vão cada vez mais se aproximando de outra forma de viver, uma condição que se pode dizer a busca pelo “simplismo”. A partir dessa linha de raciocínio se nota a diferença na qual existir simples é diferente de existir de maneira simplista. Começando pelo dicionário onde são encontrados significados para simples: Sem malícia, singelo, puro, sincero; simples como uma criança. E para palavra simplista: Vício de raciocínio que consiste em desprezar elementos necessários à solução. Vemos uma enorme diferença nos dois termos onde um traz qualidades louváveis, já em contrapartida o outro se mostra alheio a importância do que é realmente de valor. Estar alheio é um dos atributos que mais cabe ao homo sapiens sapiens, que se encontra alheio a política, economia, saúde, cultura, cidadania, respeito, honra, honestidade, amor e tantas outras formas de se perceber e existir no espaço/tempo que é notório também como esse agrupamento de células ditas racionais conseguiu sobreviver até hoje.  Falando em espaço/tempo um grande físico teórico alemão já advertia que “tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado” assim demostrando que não há vínculo entre simplicidade com a forma facilitada de vida buscada pela grande maioria dos seres que habitam este grande terreno em forma de esfera, e que o caminho percorrido até hoje em busca do progresso, principalmente tecnológico pela humanidade e pelo progresso financeiro pelo indivíduo pode se tornar um retrocesso imenso na evolução, um movimento que pode nos levar a uma nova idade da pedra, onde trocaríamos as pedras e a roda por metais nobres e viagens até a Lua ou Marte. O simplismo é sim complexo, pois cada vez mais a academia se ramifica, principalmente as ciências humanas, para estudar as relações desse indivíduo não simples, que toma como guia somente o luxo, a velocidade, o hedonismo e tantas outras rasas formas de estar vivo. Logo, se encontrar simples está longe de ser fácil, muito pelo contrário, está muito mais para algo se torna natural em cada homem e na humanidade, e ser simplista é um equivoco natural nos tempos atuais.

Festivais Pseudo Jazz

Hoje é notável o número de festivais no Brasil e no mundo que levam o termo Jazz no nome. Mas, na realidade parecem mais com festivais culturais e não de Jazz. Então, o que pode estar acontecendo? É culpa da organização, que pela preocupação de trazer público ao evento, insere na programação cantores pop, Dj's, bandas do leste do interior de Madagascar. Nada contra esses profissionais musicais, mas por estarem rotulados a imagem ao jazz, no mínimo devem fazer jazz. Será que é culpa dos artistas que pela ânsia de público aceitam qualquer evento, com qualquer tipo de público? Pode ser a resposta tambem, pois os projetos de lei de incentivo é hoje a maior plataforma politica cultura que existe.E o publico tem culpa? Isso fico claro a partir do momento que toda pessoa gosta de um ou mais gêneros musicais, e que a argumentação “sou eclético” está mais para uma desculpa de não conseguir assimilar nenhum tipo de música, seja ela a mais simples ou a mais complexa. Para diversas pessoas- e hoje pode se dizer em raras exceções, a finalidade do dito festival de Jazz não é a musica e a experiência única que ela traz, e sim que a música é utilizada como pano de fundo para outros tipos de prazeres, como apreciação de vinhos, massas, viagens turísticas e todo tipo de prazer humano. Nada contra a busca de prazeres assim, mas para isso existem festivais de vinho, de gastronomia, eventos de turismo.  É notado que à medida que o tempo passa, o ser humano progride tecnologicamente, as distâncias entre culturas são reduzidas e com isso vamos tentando executar ideias mirabolantes, tentando ser diferentes, ousados, atuais, inovadores. Mas inovadores em que? O grande fascínio pela inovação também é um ponto que acaba perpetuando essa maneira mais cultural dentro de festivais ditos de jazz. Jazz é uma cultura, e essa não pode ser prepotentemente inovada, mesmo quando são produzidos eventos sobre essa forma de viver música somente misturando, juntando, agregando público, espetáculos circenses (para isso existe o circo), montando vários palcos cada um com um nome mais estranho que o outro e com atrações que destoam do que é um festival de jazz. Temos grandes exemplos no passado como o Free Jazz festival, que até meados dos anos 90 era referência em festivais de jazz nacionais e internacionais. É bonito ver as atrações desse festival, pois quem estava neste local sabia que ia escutar jazz, seja qual tipo que for. O ano de 1985 contava com atrações como Bobby McFerrin, Chet Baker, Egberto Gismonti, McCoy Tyner, Pat Metheny, Sérgio Dias, Sonny Rollins, The Ernie Watts Quartet, Uakti sendo isso sim a principal característica de um festival de jazz. Mas o mesmo evento em 2001 já contava com o Dj Fatboy Slim como uma das principais atrações. Será que falta jazz de qualidade no mercado? Com certeza não. Basta acessar os grandes sites especializados para ver que nunca se produziu jazz como agora. E mesmo que fosse escasso o número de artistas,  assistir nomes como Wynton Marsalis, Herbie Hancock, Christain Scott e Brad Mehldau todos os anos não seria ruim, muito pelo contrário. Mas nem tudo está perdido, hoje festivais com BMW Jazz e Rio das Ostras Jazz e Blues são eventos que ainda conseguem ser autênticos festivais do gênero, sem distorcer o que é produzir um festival de jazz. Para uma maior pesquisa sobre o assunto visite as páginas dos maiores festivais de jazz do mundo para um maior esclarecimento.
  

terça-feira, 18 de junho de 2013

Morbidez cientifica

A razão acadêmica por muitas vezes é extremamente burocrática e lenta para aceitar novas ideias de linguagem científica? O orgulho é um valor que acompanha acadêmicos de todo o mundo, talvez desde quando essa maneira cientifica de percepção foi concebida, onde tais abraçam suas causas e seus argumentos de um modo tão ferrenho que ao momento que podem receber novas maneiras de pensar, estão com uma cegueira possivelmente pior do que a da ignorância: A cegueira do conhecimento mórbido. Vejamos, Jean-Paul Sartre em sua vasta obra distinguiu consciência de conhecimento, onde o segundo é a apreensão dentro de um quarto (espaço) no homem onde guardamos ideias e noções de algo. Vejamos, a partir do momento que esse conhecimento (o quarto) está cheio de entulhos, e que cada coisa está ali por uma causa e que mudar uma peça será talvez motivo para um movimento geral das ideias ali contidas, o ser possuidor das mesmas se vê num paradoxo onde o conforto, ou a prudência, ou a mudança são fatores a serem escolhidos.  Bem, uma amostra clara dessa ideia acadêmica mórbida fica a cargo quiçá de um dos momentos mais belos da ciência, onde Freud e sua “Teoria da Sexualidade” buscou não desbancar, mas sim de uma forma ferrenha, corajosa e perspicaz situar a ciência psicológica em um campo até então obscuro. Já diziam os tradicionalistas de sua época, “dá a noite o que é da noite”, uma forma de inconcebível talvez não por ignorância, mas por um acúmulo de conhecimento e comodidade, que um homem da ciência possa proferir tais palavras, mas também como já dito acima, o conhecimento pode sim ser mórbido. Aqui não está sendo lançado ao vento todos os séculos de academia e seus brilhantes colaboradores, mas sim indagar até quanto essa maneira pré-conceituosa, de proteção, e que onde só o intra disciplinar é o que conta? Temos grandes valores nas ciências gerais. Grandes mentes que vão a caminho das descobertas e de novos conhecimentos que podem ser usufruídos por todos, mas que por empecilhos às vezes de títulos que não possuem, ou excesso de proteção dos que já obtém tais títulos, concepções de altíssimo nível passam despercebidas por essa forma mórbida que a cúpula tem de levar a o conhecimento cientifico. Dentro dessa linha de raciocínio é possível pensar porque o senso comum não é esclarecido, deve-se ao fato que a ciência ainda não é nem um pouco prudente, mas sim protetora. Essa proteção é desafiada por homens como Copérnico, Darwin, Freud e tantos outros que ao expor uma nova forma de visão do mundo assim na tentativa de emolir a tão petrificada ciência mórbida sofrem as mais diversas represálias. Uns vão dizer que esse é o caminho para a elaboração de uma ciência com bases confiáveis, mas isso quer dizer que a academia só faz bem a quem não faz parte dela, pois para os produtores de conhecimento é um lugar sofrível e que causa náuseas. Progresso científico não quer dizer evolução da espécie, um dos motivos para tal fato seria a própria morbidez científica.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Caminho marginal




Na marginalidade caminha a inovação. Longe do poderio massificador, central e hegemônico dos conceitos fossilizados e pré-conceituosos está a inovação. A medida que se desloca da zona marginal e começa a se adentrar ao centro do salão da dança, vai se tornando também sem graça repetindo a mesma fórmula que a fez tão aceita. Assim se torna tradicional. Quão bom é ser exótico, causar espanto e surpresas ao ponto de ser motivo de estudos e análises de diversas áreas da ciência, da arte e da religião. Quão bom é ser familiar de uma minoria também marginalizada e amadora que reúne mentes fervilhantes prontas a utilizar seu poder criativo para assim mudar formas cristalizadas do pensar e do agir. Amador, aquele que ama o que faz. A salvação do ostracismo ponto de vista da inovação veio, e vem em diversos pontos da história do marginal, Galileu Galilei que o diga quando discordou do grande Aristóteles dizendo que não era o peso que faziam que diferentes corpos caíssem a diferentes velocidades - (Galileu demonstrou que a velocidade dos corpos aumenta em taxas iguais, não importando seu peso). Miles Davis foi altamente divergente ao ponto de chegar em meio ao movimento Bebop e lançar em 1959 o álbum “Kind of Blue” onde a primeira faixa era harmonizada por dois acordes (Dm7 por 16 compassos, Ebm7 por 8compassos e novamente Dm7 por 8 compassos). Toda inovação é válida? A partir do momento que a marginalidade cria ela também está predisposta a caminhos totalmente novos, por esse motivo a perda dos sentidos de direção é fato dentro de muitos movimentos marginais. O belíssimo movimento Punk que teve origem na Inglaterra, foi tão mal direcionado por seus viventes, que de certa forma foi também absorvido e ridicularizado pelo centro hegemônico, haja visto que a cada esquina é encontrado um individuo de moicano, e que escutar Ramones é tido por muitos uma atitude punk. Toda inovação é válida, mas nem sempre traz mudanças significativas a caminho da evolução. Interessante é que até as inovações segue padrões hegemônicos em dias atuais, na maioria dos casos elas têm que ser sustentáveis, ecologicamente corretas e com a preocupação de não ferir os direitos humanos. As inovações são caretas. Onde se encontra aquela parte marginalizada que não é vista com bons olhos?  Homo sapiens sapiens, ele sabe que sabe. Quão arrogante é esse título dado por nós para nós mesmos, confundimos o progresso tecnológico tão familiar com suas redes sem fio e automóveis que planam com o conceito de evolução da espécie. Na verdade os que evoluem são a minoria, o restante é puxado para executar o trabalho braçal. Numa análise a ser discorrida a posteriori fica a questão: Existe inovação mais marginalizada do que a própria evolução humana?



 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A felicidade de ser Arte


A arte está para o homem como o ar, a água e o sol. De uma maneira simples e singela desperta sentimentos de forma vívida e esclarece o homem da escuridão que o rodeia desde a antiguidade. É um fator indispensável para vida terrena, pois nos dá a noção que para evoluirmos, não exatamente precisamos ser duros, e sim macios de tal modo que não quebramos. A felicidade encontrada em fazer arte e apreciá-la é de tal forma tão intensa que grandes mentes a ela entregam a vida inteira, sendo produtores desse bem maior. Feliz é Bach que em meio a uma época onde informações demoravam meses a chegar ao seu destino, já compunha peças que seriam executadas em diversas nações. Feliz sim é Salvador Dalí que com seu trabalho alegre e experimental causa diversas sensações seja num gueto de Nova York ou numa mansão em Joanesburgo. A felicidade é encontrada também nos movimentos de Maurice Béjart que sutilmente transmitem profundamente a essência de movimentação universal. O que dizer então de Pasolini que ao filmar “Salò” logo depois é assassinado por sua arte, por sua felicidade? Em dias de loucura e desordem a arte é sim uma forma de buscar esclarecimento, ou simplesmente uma maneira de se ter segundos de pura felicidade. A arte é capaz de dividir o tempo, pois grande artista foi o homem de Nazaré. A força contida na pintura, música, dança, cinema, escrita e tantas outras formas artísticas é bela ao ponto de mudar paradigmas enraizados em uma cultura, tendo sido força para revoluções de países ou de indivíduos. Felicidade cada qual a sua maneira, encontrou Sartre ao sentir a sua “Nausea”,Rodin ao pensar o “Pensador” ou até mesmo Gandhi com o seu Satyagraha. Da mesma forma que é singular a definição de felicidade, a definição de arte também é. Sendo que cada ser humano produz sua arte todos os dias e assim começa a sair do “mar de leite” que se encontra, mar no qual foi motivo de felicidade de um ilustre, honesto, autêntico e genial escritor português.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Game de graduação




A graduação contemporânea em certos aspectos ate importantes para grande maioria dos graduandos pode ser confundida com jogos eletrônicos, tanto em como é concebida e também como é jogada. Para dar inicio a discussão vamos pelo aspecto da nota. A nota é a forma onde os estudantes de qualquer curso medem seu desenvolvimento dentro de determinada especialidade, sendo que para o aproveitamento ser aceitável a nota tem que ser que esta dentro de uma media convencionada para este proposito. Seria então como os pontos acumulados nas fases dos jogos. Os semestres seriam como estas fases, sendo que é necessária a pontuação X para que o portal se abra para próxima fase, um novo mundo onde a dificuldade aumentará, e a obtenção de notas ficará cada vez mais complexa. Em cada período é encontrado os vulgos chefões, no qual apresentam toda essa problemática, distribuem bônus, pontos, tarefas e tantas outras formas para que o indivíduo mostre a ele ser capaz de estar apto a uma nova situação nos próximos 6 meses. E incrível como tais situações semelhantes mostrem que a graduação é concebida ( modo como é organizada) e jogada ( modo como é executada) não importando nada além do que o diploma. Diploma no qual pode ser sim assemelhado com o final do jogo, famoso “zerar”. Logico que dentro desse mundo de possibilidades há os que defendem que a graduação é um local onde o conhecimento é adquirido e é melhor dentro dele do que fora, mas conhecimento adquirido na frente de uma tv (sala de aula) controle na mão (cadernos, canetas apostilas, provas) somente não vão fazer de ninguém além de um ser alienado por uma grande massa de informação não processada e não transformada em conhecimento. Isso leva a uma afirmação precoce que a graduação forma algum individuo, sendo que o próprio individuo sem uma reflexão profunda não é formado e sim moldado. A maneira como é organizado o sistema de ensino superior se assemelha muito também com o ensino médio e também o fundamental. Há uma padronização nada superior nos estabelecimentos que oferecem a graduação e na organização educacional brasileira. Cabe ao individuo se realmente está disposto a jogar, e se disposto encontrar de qual maneira executará os comandos, lembrando que não existe a opção “reset” nesse caso.  Boa sorte e bom Jogo!
 





 

 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A cegueira marrom escura



É tamanha a ênfase dada no que é porco e ruim que não temos a capacidade de enxergar o belo. Não enxergamos não porque somos cegos, mas porque a lama e os excrementos apodrecidos jogados na nossa visão vem sempre a tapar um horizonte de graciosidade inimaginável. É negado aqui o argumento do grande José Saramago na sua cegueira branca, pois ela é sim bem marrom escura. Ao receber as piores noticias não ha duvida que elas existem, mas se cria o questionamento: Certas informações podem ser dispensadas? Um exemplo claro seria o da cantora Vanusa, que na tentativa de interpretar o hino nacional brasileiro o ano passado se precipitou em não se preparar para a ocasião de maneira mais disciplinada. Os “psedo pensadores” contemporâneos tão apreciados pelos seus programas de terno preto e tantos outros improvisadores do humor foram a forra criticando de diversas formas a cantora e seu erro naquela ocasião. Assim ganharam mais dinheiro nas bilheterias de teatros onde o espetáculo é falar mal de maneira supostamente engraçada e feita de improviso. Hoje o humor é degradante, pois a sempre a duas figuras: O Juiz e o Condenado. Esse exemplo do hino nacional expõe de maneira clara a teoria acima. Hamilton de Holanda grande musico e bandolinista brasileiro interpreta o hino de maneira incrível na pose do presidente do STF no fim do ano passado (Hino nacional - Hamilton de Holanda). É conhecido algum humorista fazendo piada do que aconteceu? Desde a forma como foi executado o hino pelo musico como o silencio e atenção que foi dado no local ao bandolinista? A surpresa com a beleza da execução é tanta que é evidente o clima de espanto e interesse nos convidados. Nenhum noticiário humorístico “sensacionalista” fez piada do que foi belo. O mais certo é que o publico desse espetáculo de horrores e risadas bizarras não entenderia a analise do que é bem executado. Em resumo a atenção é voltada para a desgraça, e o sublime é deixado de lado, restando a ser apreciado por um publico cada vez menor, não por exclusão da massa, mesmo porque em tempos de rede a pessoa que afirmar que não tem acesso a informação já se contradiz, mas por falta de interesse da maioria.
 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O inicio da cura de um mal cultural



Se o processo de distribuição dos direitos autorais pela ECAD for transparente e justo, pagar por cada nota executada será feita com imensa felicidade. A tecnologia investida pelo órgão é voltada na sua maioria na arrecadação e não na distribuição, esse fato é no mínimo questionável tendo em vista que a ECAD é simplesmente uma ferramenta para facilitar a distribuição dos direitos. Exemplo, são cobrados ingressos com valores absurdos em shows e eventos, pois tanto o artista não pode viver da reprodução das suas criações quanto o organizador tem que cobrir um rombo no orçamento que envolve tributos pagos a ECAD. E já é passada a hora de um país conhecido pela sua pluriculturalidade organizar seu mercado musical, tendo em vista modelos europeus e norte americano funcionam bem melhor para o lado do artista e também do governo. E me veem artistas a defender a ECAD, dizendo que a CPI é uma exposição desnecessária ao órgão. Exposição é o que falta mesmo, é se foi a CPI a forma encontrada pelos artistas, que seja ela realizada sem nenhum privilegio utopia a minha, pois as empresas por trás de cada um dos deputados e senadores sempre irão ganhar, mas que o foco principal que é a transparência seja estabelecido ao máximo. Já que estão fazendo o maior alvoroço no mercado é lembrada também a confusão criada pela segurança em casas de show, movimentação que soa totalmente como uma plataforma de politicagem ridícula dos governos federal, estadual e municipal. Vamos ver ate onde a noticia da tal boate vai vender segundos valiosos para comerciais da de grandes corporações na TV e ate onde as autoridades da politicagem vão “zelar” pelo bem estar dos músicos e publico nessas espeluncas espalhadas pelo território brasileiro onde as vezes é negado ate água aos trabalhadores, imaginem a segurança. Organizamos de vez o mercado cultural musical brasileiro e não fiquemos com essa conversa de comadres sobre extintores de incêndio, pois o que mata pessoas primeiramente são as ideias!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O pirata e o original, nada é legal!


As grandes prestadoras de serviços como internet, Tv e telefonia extorquem cada vez mais dinheiro do consumidor, assim causando um efeito contrario a primeira vista que é a redução dos seus clientes que migram para o sistema pirata de recepção de sinais via satélite. Assim pessoas que estão cansadas de serem humilhadas em call centers por serviços muito caros e de baixíssima qualidade se esquivam da lei para pelo menos respirar um pouco, e infelizmente na ilusão de que foi conseguida uma área de escape para sua dor de cabeça. Ilusão, pois a jogada das grandes corporações é genial e desumana. Com a ajuda do governo seus representantes, representantes nos quais tem patrocínio dessas empresas nas suas campanhas, criam uma lei antipirataria para que sempre o elo mais fraco esteja errado caso algo de errado, e sempre cumpra com os deveres do bom cidadão. Do outro lado estão as empresas piratas que tem seus aparelhos produzidos na Europa legalmente. Mas se é produzido legalmente como pode ser pirata? As corporações alegam que eles recebem sinais de maneira ilegal ao não pagar diretos. Já os piratas alegam que esse sinal corre em espaço publico. Com isso os preços "legais" de pacotes ficam cada vez mais inacessíveis, pois a oferta é grande e a procura é cada vez menor por causa a migração para "pirataria". Pirataria que descaradamente oferece um serviço para vida toda. Para vida toda ate a antena quebrar, ou o sinal parar, ou não existir mais. Assim o cliente pirata migra novamente para serviço legal das grandes corporações. Nas quais os preços absurdos agora são justificados pela alta tecnologia do sinal, satélite, aparelhos, atendimento. Mas se é de alta tecnologia por que não estudar uma forma de um sinal que seria inviável a decodificação pelas piratas? E por que não fazer uma campanha na Tv e internet contra a pirataria de sinal? Será que os piratas não pagam nenhum tributo a nenhum engravatado eleito pela massa? Qual é a ligação entre as grandes corporações e a fabricação desses aparelhos na Europa? Perguntas existem, mas é escasso cérebros para pensar em nelas, pois é mais cômodo comprar um sinal pirata ou pagar caro por um serviço mal prestado dentro de uma lei questionável.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Nem a passos lentos


Quantas grandes obras devemos ler para nos tornamos melhores para nos mesmos? 1, 50, 1000? Quantas obras musicas devemos escutar para nos tornarmos melhores para nos mesmos? 1, 50, 1000? Quantas conversas, discussões, experimentos, observações devemos realizar para nos tornarmos melhores para nos mesmos? 1, 50, 1000? Temos realmente certeza de como trabalhamos nosso tempo? Realmente não paramos para pensar no que podíamos gerar por preguiça, indisciplina, frustrações, vícios. Nossa relação com a busca da evolução é mínima, pois na verdade não buscamos evoluir e sim procuramos nos tornar algo. procuramos insaciavelmente por títulos, seja qual for: dinheiro, emprego, relacionamentos. Estaria sim a humanidade milhares de anos há frente se cada individuo buscasse o padrão de excelência e de vida dos grandes gênios da ciência e espiritualidade. Se todos nesse exato momento estivessem se questionando sobre o universo, sobre a vida e a morte, sobre o tudo e o nada não teríamos tempo para guerras, fome, pré-conceito e tantos outros males que afligem a humanidade simplesmente pela sobra de tempo ocioso. Gostamos de não fazer nada, somos seres altamente preguiçosos, pois não confunda às 8 horas de trabalho de um proletário com disposição, pois depois de massacrados pelo local de tortura diária por uma remuneração apenas monetária não existe vontade para nada mais. Trabalhamos para consumir, consumimos para trabalhar mais, e esse ciclo é constante. Não se orgulhe de ser trabalhador, se envergonhe de não ajudar a terminar com essa realidade medíocre do ser humano. Precisamos das celas nas quais passamos 2/3 da nossa vida para nos organizarmos. Não somos livres de forma alguma, fomos organizados para sermos inertes a tudo de interessante na vida. No fim é esperar a libertação que vem através da morte, pois não a enxergamos mais nenhuma outra maneira de nos libertarmos de nossa condição, seja ela qual for.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O ser romântico

Quando se pede romantismo a alguém o que realmente queremos em troca? Temos ao certo o significado da palavra ou somente um amontoado sentimentalista que ignora vários fatos tão românticos quanto? Ser romântico segundo o dicionário é quem nas ideias, no caráter ou no temperamento, revela algo apaixonado, de nobre, de lírico, que eleva acima do prosaico, do cotidiano: amante romântico.  A partir do exemplo citado qual romantismo presenciamos durante toda vida? Aos que se consideram românticos, que significado é dado a esse titulo que por si só é um embaraço de sentimentos e ações. Cartas, frases, doces, beijos, jantares, abraços, carinhos, seriam esses os principais atributos de um ser considerado romântico? Ações que por mais afetivas sempre encontram um fim necessariamente raso quando não bem fundamentadas, pois são todas ações podem ser planejadas para um fim maquiavélico ao receptor de tantos agrados. Não há de se negar que pessoas românticas são sim afetuosas com seus queridos, mas esse afeto passa longe de somente sorrisos e lagrimas de emoção. Há romantismo nas discussões, nos pontos de vista diferentes e ate no silencio. Ser romântico é se entregar uma forma mais profunda de aproximação, sem pré-conceitos, vergonhas ou pudor. Ser romântico exige  também ser claro nas palavras, ser direto nos conselhos, ser decisivo nas ações sempre com o objetivo de alçar o individuo a um patamar elevado para si. Ser romântico é ser puro com a quem quer alcançar, pureza na qual é alcançada somente com um processo de purificação árduo e doloroso tanto para romântico quanto para o ser atingido por essa limpeza moral. Deixemos um pouco de lado esse pensamento "sobre o ser romântico"  cristalizado  pelos subprodutos da mídia e também sobre o perfeito amante, e comecemos a pensar sobre um humano mais puro em suas relações mais próximas!


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Instrumental Pop Brasil

A musica "Como uma onda no mar" do compositor Lulu Santos  foi regravada pela cantora Leila Pinheiro no disco "Coisas do Brasil" de 1993. Ate ai tudo bem, se o arranjador do álbum não fosse nada mais nada menos que o nosso grandioso Cesar Camargo Mariano. É incrível como o resultado desse arranjo foi belo, tenho em vista a dificuldade imensa que é encontrada em se trabalhar novamente um Hit pop nacional. César executou essa tarefa com maestria. Isso sim é fazer arranjo, isso sim é contar a mesma historia de uma forma tão incrível quanto à primeira vez, isto sim é surpreender utilizando os mesmo argumentos. Como a própria letra quer dizer: tudo se renova constantemente! O andamento lento no inicio, uma pegada puxada para o bolero na segunda parte, uma interpretação mais doce e outra vez com mais presença, o solo de metais, os brakes e intervenções que fazem lembrar a quebra da onda na praia, o diálogo da voz com todos os outros instrumentos, o final em Fade out indicando a calmaria das águas. Tudo nesse arranjo indica a maturidade e a genialidade de um arranjador como Cesar amargo Mariano! Após esse turbilhão de maravilhosas informações penso numa questão que é levantada sempre a mim: Por que caminhos anda a musica instrumental no Brasil? Vemos hoje uma leva muito interessante de grandes instrumentistas executando cada vez mais seus respectivos instrumentos com excelência, improvisadores que não deixam nada a dever músicos norte americanos e do mundo inteiro. Mas ate onde esse trabalho mais de execução manual (visão individual de quem escreve esse texto) irá saciar realmente o desejo por inovação? Ate quando o estudo criativo será deixado de lado por solos gigantescos, equipamentos de outro mundo ou simplesmente por dinheiro? Ao escutar os novos discos da musica instrumental nacional é notório a atenção que é dada ao improviso e também o descaso com a melodia, o arranjo, a instrumentação e etc. No final de tudo a sua própria maneira, a musica instrumental com o passar dos anos vem se tornado uma mercadoria pop, sendo cada produção um padrão de maravilhosos instrumentistas, sonoridade perfeita e uma corrida incessante pela demonstração. Com isso tudo soa igual, todos os discos são iguais, os formatos são iguais, quase não a melodia, e quando a existe são cacos incompreensíveis sem nenhum nexo claro. Em resumo hoje a musica instrumental brasileira passa por um momento de mesmice e sonolência, cabe a cada um, apreciador, observar e tirar suas próprias conclusões desse cenário se possível, não deixando cair no ostracismo o bem maior de um artista: A criatividade! Link da musica "Como uma onda no mar" do disco "Coisas do Brasil" http://www.youtube.com/watch?v=HR8RZHyu298