Nota-se hoje uma enorme
ansiedade nos seres humanos, principalmente os que se encontram mais ligados à
tecnologia, em querer se mostrar simples. São tantos os jargões que complexo é
sintetizar a noção do que é simples para esse público, mas dentro das
possibilidades a que mais se adequa a situação citada poderia ser “Ser simples
é ser feliz”. A partir dessa observação
é clara a intenção dos locutores desse tipo de ideal, mas ao mesmo momento é
interessante perceber como a cada ação desses indivíduos distancia-os de se
tornarem mamíferos bípedes simples, e que de maneira gradativa e assustadora
vão cada vez mais se aproximando de outra forma de viver, uma condição que se
pode dizer a busca pelo “simplismo”. A partir dessa linha de raciocínio se nota
a diferença na qual existir simples é diferente de existir de maneira
simplista. Começando pelo dicionário onde são encontrados significados para simples:
Sem malícia, singelo, puro, sincero; simples como uma
criança. E para palavra simplista: Vício de
raciocínio que consiste em desprezar elementos necessários à solução. Vemos uma
enorme diferença nos dois termos onde um traz qualidades louváveis, já em
contrapartida o outro se mostra alheio a importância do que é realmente de
valor. Estar alheio é um dos atributos que mais cabe ao homo sapiens sapiens,
que se encontra alheio a política, economia, saúde, cultura, cidadania,
respeito, honra, honestidade, amor e tantas outras formas de se perceber e
existir no espaço/tempo que é notório também como esse agrupamento de células
ditas racionais conseguiu sobreviver até hoje.
Falando em espaço/tempo um grande físico teórico alemão já advertia que
“tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado”
assim demostrando que não há vínculo entre simplicidade com a forma facilitada
de vida buscada pela grande maioria dos seres que habitam este grande terreno
em forma de esfera, e que o caminho percorrido até hoje em busca do progresso,
principalmente tecnológico pela humanidade e pelo progresso financeiro pelo
indivíduo pode se tornar um retrocesso imenso na evolução, um movimento que
pode nos levar a uma nova idade da pedra, onde trocaríamos as pedras e a roda por
metais nobres e viagens até a Lua ou Marte. O simplismo é sim complexo, pois
cada vez mais a academia se ramifica, principalmente as ciências humanas, para estudar
as relações desse indivíduo não simples, que toma como guia somente o luxo, a
velocidade, o hedonismo e tantas outras rasas formas de estar vivo. Logo, se
encontrar simples está longe de ser fácil, muito pelo contrário, está muito
mais para algo se torna natural em cada homem e na humanidade, e ser simplista é
um equivoco natural nos tempos atuais.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Festivais Pseudo Jazz
Hoje é notável o número de festivais no Brasil e
no mundo que levam o termo Jazz no nome. Mas, na realidade parecem mais com festivais
culturais e não de Jazz. Então, o que pode estar acontecendo? É culpa da
organização, que pela preocupação de trazer público ao evento, insere na
programação cantores pop, Dj's, bandas do leste do
interior de Madagascar. Nada contra esses profissionais musicais, mas por estarem
rotulados a imagem ao jazz, no mínimo devem fazer jazz. Será que é culpa dos
artistas que pela ânsia de público aceitam qualquer evento, com qualquer tipo
de público? Pode ser a resposta tambem, pois os projetos de lei de incentivo é hoje a maior plataforma politica cultura que existe.E o publico tem culpa? Isso fico claro a partir do momento que toda pessoa gosta de um ou mais
gêneros musicais, e que a argumentação “sou eclético” está mais para uma
desculpa de não conseguir assimilar nenhum tipo de música, seja ela a mais
simples ou a mais complexa. Para diversas pessoas- e hoje pode se dizer em
raras exceções, a finalidade do dito festival de Jazz não é a musica e a
experiência única que ela traz, e sim que a música é utilizada como pano de
fundo para outros tipos de prazeres, como apreciação de vinhos, massas, viagens
turísticas e todo tipo de prazer humano. Nada contra a busca de prazeres assim,
mas para isso existem festivais de vinho, de gastronomia, eventos de turismo. É notado que à medida que o tempo passa, o ser
humano progride tecnologicamente, as distâncias entre culturas são reduzidas e
com isso vamos tentando executar ideias mirabolantes, tentando ser diferentes,
ousados, atuais, inovadores. Mas inovadores em que? O grande fascínio pela
inovação também é um ponto que acaba perpetuando essa maneira mais cultural
dentro de festivais ditos de jazz. Jazz é uma cultura, e essa não pode ser prepotentemente inovada, mesmo quando são produzidos eventos sobre essa forma
de viver música somente misturando, juntando, agregando público, espetáculos
circenses (para isso existe o circo), montando vários palcos cada um com um
nome mais estranho que o outro e com atrações que destoam do que é um festival
de jazz. Temos grandes exemplos no passado como o Free Jazz festival, que até
meados dos anos 90 era referência em festivais de jazz nacionais e
internacionais. É bonito ver as atrações desse festival, pois quem estava neste
local sabia que ia escutar jazz, seja qual tipo que for. O ano de 1985 contava
com atrações como Bobby McFerrin, Chet
Baker, Egberto Gismonti, McCoy Tyner, Pat Metheny, Sérgio Dias, Sonny Rollins,
The Ernie Watts Quartet, Uakti sendo isso sim a principal característica de um
festival de jazz. Mas o mesmo evento em 2001 já contava com o Dj Fatboy Slim
como uma das principais atrações. Será que falta jazz de qualidade no mercado?
Com certeza não. Basta acessar os grandes sites especializados para ver que
nunca se produziu jazz como agora. E mesmo que fosse escasso o número de
artistas, assistir nomes como Wynton
Marsalis, Herbie Hancock, Christain Scott e Brad Mehldau todos os anos não
seria ruim, muito pelo contrário. Mas nem tudo está perdido, hoje festivais com
BMW Jazz e Rio das Ostras Jazz e Blues são eventos que ainda conseguem ser autênticos festivais do gênero, sem distorcer o que é produzir um festival de
jazz. Para uma maior pesquisa sobre o assunto visite as páginas dos maiores
festivais de jazz do mundo para um maior esclarecimento.
terça-feira, 18 de junho de 2013
Morbidez cientifica
A
razão acadêmica por muitas vezes é extremamente burocrática e lenta para
aceitar novas ideias de linguagem científica? O orgulho é um valor que
acompanha acadêmicos de todo o mundo, talvez desde quando essa maneira
cientifica de percepção foi concebida, onde tais abraçam suas causas e seus
argumentos de um modo tão ferrenho que ao momento que podem receber novas
maneiras de pensar, estão com uma cegueira possivelmente pior do que a da
ignorância: A cegueira do conhecimento mórbido. Vejamos, Jean-Paul Sartre em
sua vasta obra distinguiu consciência de conhecimento, onde o segundo é a
apreensão dentro de um quarto (espaço) no homem onde guardamos ideias e noções
de algo. Vejamos, a partir do momento que esse conhecimento (o quarto) está
cheio de entulhos, e que cada coisa está ali por uma causa e que mudar uma peça
será talvez motivo para um movimento geral das ideias ali contidas, o ser
possuidor das mesmas se vê num paradoxo onde o conforto, ou a prudência, ou a
mudança são fatores a serem escolhidos. Bem,
uma amostra clara dessa ideia acadêmica mórbida fica a cargo quiçá de um dos momentos
mais belos da ciência, onde Freud e sua “Teoria da Sexualidade” buscou não
desbancar, mas sim de uma forma ferrenha, corajosa e perspicaz situar a ciência
psicológica em um campo até então obscuro. Já diziam os tradicionalistas de sua
época, “dá a noite o que é da noite”, uma forma de inconcebível talvez não por
ignorância, mas por um acúmulo de conhecimento e comodidade, que um homem da
ciência possa proferir tais palavras, mas também como já dito acima, o
conhecimento pode sim ser mórbido. Aqui não está sendo lançado ao vento todos
os séculos de academia e seus brilhantes colaboradores, mas sim indagar até
quanto essa maneira pré-conceituosa, de proteção, e que onde só o intra
disciplinar é o que conta? Temos grandes valores nas ciências gerais. Grandes
mentes que vão a caminho das descobertas e de novos conhecimentos que podem ser
usufruídos por todos, mas que por empecilhos às vezes de títulos que não
possuem, ou excesso de proteção dos que já obtém tais títulos, concepções de
altíssimo nível passam despercebidas por essa forma mórbida que a cúpula tem de
levar a o conhecimento cientifico. Dentro dessa linha de raciocínio é possível
pensar porque o senso comum não é esclarecido, deve-se ao fato que a ciência
ainda não é nem um pouco prudente, mas sim protetora. Essa proteção é desafiada
por homens como Copérnico, Darwin, Freud e tantos outros que ao expor uma nova
forma de visão do mundo assim na tentativa de emolir a tão petrificada ciência mórbida
sofrem as mais diversas represálias. Uns vão dizer que esse é o caminho para a
elaboração de uma ciência com bases confiáveis, mas isso quer dizer que a
academia só faz bem a quem não faz parte dela, pois para os produtores de
conhecimento é um lugar sofrível e que causa náuseas. Progresso científico não
quer dizer evolução da espécie, um dos motivos para tal fato seria a própria
morbidez científica.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Caminho marginal
Na
marginalidade caminha a inovação. Longe do poderio massificador, central e
hegemônico dos conceitos fossilizados e pré-conceituosos está a inovação. A
medida que se desloca da zona marginal e começa a se adentrar ao centro do
salão da dança, vai se tornando também sem graça repetindo a mesma fórmula que
a fez tão aceita. Assim se torna tradicional. Quão bom é ser exótico, causar
espanto e surpresas ao ponto de ser motivo de estudos e análises de diversas áreas
da ciência, da arte e da religião. Quão bom é ser familiar de uma minoria
também marginalizada e amadora que reúne mentes fervilhantes prontas a utilizar
seu poder criativo para assim mudar formas cristalizadas do pensar e do agir.
Amador, aquele que ama o que faz. A salvação do ostracismo ponto de vista da
inovação veio, e vem em diversos pontos da história do marginal, Galileu Galilei
que o diga quando discordou do grande Aristóteles dizendo que não era o peso
que faziam que diferentes corpos caíssem a diferentes velocidades - (Galileu
demonstrou que a velocidade dos corpos aumenta em taxas iguais, não importando
seu peso). Miles Davis foi altamente divergente ao ponto de chegar em meio ao
movimento Bebop e lançar em 1959 o álbum “Kind of Blue” onde a primeira faixa
era harmonizada por dois acordes (Dm7 por 16 compassos, Ebm7 por 8compassos e
novamente Dm7 por 8 compassos). Toda inovação é válida? A partir do momento que
a marginalidade cria ela também está predisposta a caminhos totalmente novos,
por esse motivo a perda dos sentidos de direção é fato dentro de muitos
movimentos marginais. O belíssimo movimento Punk que teve origem na Inglaterra,
foi tão mal direcionado por seus viventes, que de certa forma foi também
absorvido e ridicularizado pelo centro hegemônico, haja visto que a cada
esquina é encontrado um individuo de moicano, e que escutar Ramones é tido por
muitos uma atitude punk. Toda inovação é válida, mas nem sempre traz mudanças
significativas a caminho da evolução. Interessante é que até as inovações segue
padrões hegemônicos em dias atuais, na maioria dos casos elas têm que ser sustentáveis,
ecologicamente corretas e com a preocupação de não ferir os direitos humanos.
As inovações são caretas. Onde se encontra aquela parte marginalizada que não é
vista com bons olhos? Homo sapiens
sapiens, ele sabe que sabe. Quão arrogante é esse título dado por nós para nós
mesmos, confundimos o progresso tecnológico tão familiar com suas redes sem fio
e automóveis que planam com o conceito de evolução da espécie. Na verdade os
que evoluem são a minoria, o restante é puxado para executar o trabalho braçal.
Numa análise a ser discorrida a posteriori fica a questão: Existe inovação mais
marginalizada do que a própria evolução humana?
quarta-feira, 17 de abril de 2013
A felicidade de ser Arte
A arte está para o homem como o
ar, a água e o sol. De uma maneira simples e singela desperta sentimentos de
forma vívida e esclarece o homem da escuridão que o rodeia desde a antiguidade.
É um fator indispensável para vida terrena, pois nos dá a noção que para
evoluirmos, não exatamente precisamos ser duros, e sim macios de tal modo que
não quebramos. A felicidade encontrada em fazer arte e apreciá-la é de tal
forma tão intensa que grandes mentes a ela entregam a vida inteira, sendo
produtores desse bem maior. Feliz é Bach que em meio a uma época onde
informações demoravam meses a chegar ao seu destino, já compunha peças que
seriam executadas em diversas nações. Feliz sim é Salvador Dalí que com seu
trabalho alegre e experimental causa diversas sensações seja num gueto de Nova
York ou numa mansão em Joanesburgo.
A felicidade é encontrada também nos movimentos de Maurice Béjart que
sutilmente transmitem profundamente a essência de movimentação universal. O que
dizer então de Pasolini que ao filmar “Salò” logo depois é assassinado por sua
arte, por sua felicidade? Em dias de loucura e desordem a arte é sim uma forma
de buscar esclarecimento, ou simplesmente uma maneira de se ter segundos de
pura felicidade. A arte é capaz de dividir o tempo, pois grande artista foi o
homem de Nazaré. A força contida na pintura, música, dança, cinema, escrita e
tantas outras formas artísticas é bela ao ponto de mudar paradigmas enraizados
em uma cultura, tendo sido força para revoluções de países ou de indivíduos.
Felicidade cada qual a sua maneira, encontrou Sartre ao sentir a sua “Nausea”,Rodin
ao pensar o “Pensador” ou até mesmo Gandhi com o seu Satyagraha. Da mesma forma
que é singular a definição de felicidade, a definição de
arte também é. Sendo que cada ser humano produz sua arte todos os dias e assim
começa a sair do “mar de leite” que se encontra, mar no qual foi motivo de
felicidade de um ilustre, honesto, autêntico e genial escritor português.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Game de graduação
A graduação contemporânea em
certos aspectos ate importantes para grande maioria dos graduandos pode ser
confundida com jogos eletrônicos, tanto em como é concebida e também como é
jogada. Para dar inicio a discussão vamos pelo aspecto da nota. A nota é a
forma onde os estudantes de qualquer curso medem seu desenvolvimento dentro de
determinada especialidade, sendo que para o aproveitamento ser aceitável a nota
tem que ser que esta dentro de uma media convencionada para este proposito.
Seria então como os pontos acumulados nas fases dos jogos. Os semestres seriam
como estas fases, sendo que é necessária a pontuação X para que o portal se
abra para próxima fase, um novo mundo onde a dificuldade aumentará, e a
obtenção de notas ficará cada vez mais complexa. Em cada período é encontrado
os vulgos chefões, no qual apresentam toda essa problemática, distribuem bônus,
pontos, tarefas e tantas outras formas para que o indivíduo mostre a ele ser
capaz de estar apto a uma nova situação nos próximos 6 meses. E incrível como tais
situações semelhantes mostrem que a graduação é concebida ( modo como é
organizada) e jogada ( modo como é executada) não importando nada além do que o
diploma. Diploma no qual pode ser sim assemelhado com o final do jogo, famoso
“zerar”. Logico que dentro desse mundo de possibilidades há os que defendem que
a graduação é um local onde o conhecimento é adquirido e é melhor dentro dele
do que fora, mas conhecimento adquirido na frente de uma tv (sala de aula)
controle na mão (cadernos, canetas apostilas, provas) somente não vão fazer de
ninguém além de um ser alienado por uma grande massa de informação não
processada e não transformada em conhecimento. Isso leva a uma afirmação
precoce que a graduação forma algum individuo, sendo que o próprio individuo sem
uma reflexão profunda não é formado e sim moldado. A maneira como é organizado
o sistema de ensino superior se assemelha muito também com o ensino médio e
também o fundamental. Há uma padronização nada superior nos estabelecimentos
que oferecem a graduação e na organização educacional brasileira. Cabe ao
individuo se realmente está disposto a jogar, e se disposto encontrar de qual
maneira executará os comandos, lembrando que não existe a opção “reset” nesse
caso. Boa sorte e bom Jogo!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
A cegueira marrom escura
É tamanha a ênfase dada
no que é porco e ruim que não temos a capacidade de enxergar o belo. Não
enxergamos não porque somos cegos, mas porque a lama e os excrementos
apodrecidos jogados na nossa visão vem sempre a tapar um horizonte de
graciosidade inimaginável. É negado aqui o argumento do grande José Saramago na
sua cegueira branca, pois ela é sim bem marrom escura. Ao receber as piores
noticias não ha duvida que elas existem, mas se cria o questionamento: Certas
informações podem ser dispensadas? Um exemplo claro seria o da cantora Vanusa,
que na tentativa de interpretar o hino nacional brasileiro o ano passado se
precipitou em não se preparar para a ocasião de maneira mais disciplinada. Os
“psedo pensadores” contemporâneos tão apreciados pelos seus programas de terno
preto e tantos outros improvisadores do humor foram a forra criticando de diversas
formas a cantora e seu erro naquela ocasião. Assim ganharam mais dinheiro nas
bilheterias de teatros onde o espetáculo é falar mal de maneira supostamente
engraçada e feita de improviso. Hoje o humor é degradante, pois a sempre a duas
figuras: O Juiz e o Condenado. Esse exemplo do hino nacional expõe de maneira
clara a teoria acima. Hamilton de Holanda grande musico e bandolinista
brasileiro interpreta o hino de maneira incrível na pose do presidente do STF
no fim do ano passado (Hino nacional - Hamilton de Holanda). É
conhecido algum humorista fazendo piada do que aconteceu? Desde a forma como
foi executado o hino pelo musico como o silencio e atenção que foi dado no
local ao bandolinista? A surpresa com a beleza da execução é tanta que é
evidente o clima de espanto e interesse nos convidados. Nenhum noticiário
humorístico “sensacionalista” fez piada do que foi belo. O mais certo é que o
publico desse espetáculo de horrores e risadas bizarras não entenderia a
analise do que é bem executado. Em resumo a atenção é voltada para a desgraça,
e o sublime é deixado de lado, restando a ser apreciado por um publico cada vez
menor, não por exclusão da massa, mesmo porque em tempos de rede a pessoa que afirmar
que não tem acesso a informação já se contradiz, mas por falta de interesse da
maioria.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
O inicio da cura de um mal cultural
Se o processo de distribuição dos direitos autorais pela
ECAD for transparente e justo, pagar por cada nota executada será feita com
imensa felicidade. A tecnologia investida pelo órgão é voltada na sua maioria
na arrecadação e não na distribuição, esse fato é no mínimo questionável tendo
em vista que a ECAD é simplesmente uma ferramenta para facilitar a distribuição
dos direitos. Exemplo, são cobrados ingressos com valores absurdos em shows e
eventos, pois tanto o artista não pode viver da reprodução das suas criações
quanto o organizador tem que cobrir um rombo no orçamento que envolve tributos
pagos a ECAD. E já é passada a hora de um país conhecido pela sua pluriculturalidade
organizar seu mercado musical, tendo em vista modelos europeus e norte
americano funcionam bem melhor para o lado do artista e também do governo. E me
veem artistas a defender a ECAD, dizendo que a CPI é uma exposição desnecessária
ao órgão. Exposição é o que falta mesmo, é se foi a CPI a forma encontrada
pelos artistas, que seja ela realizada sem nenhum privilegio utopia a minha,
pois as empresas por trás de cada um dos deputados e senadores sempre irão
ganhar, mas que o foco principal que é a transparência seja estabelecido ao
máximo. Já que estão fazendo o maior alvoroço no mercado é lembrada também a
confusão criada pela segurança em casas de show, movimentação que soa
totalmente como uma plataforma de politicagem ridícula dos governos federal,
estadual e municipal. Vamos ver ate onde a noticia da tal boate vai vender
segundos valiosos para comerciais da de grandes corporações na TV e ate onde as
autoridades da politicagem vão “zelar” pelo bem estar dos músicos e publico
nessas espeluncas espalhadas pelo território brasileiro onde as vezes é negado
ate água aos trabalhadores, imaginem a segurança. Organizamos de vez o mercado
cultural musical brasileiro e não fiquemos com essa conversa de comadres sobre
extintores de incêndio, pois o que mata pessoas primeiramente são as ideias!
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
O pirata e o original, nada é legal!
As grandes prestadoras de serviços como internet, Tv e
telefonia extorquem cada vez mais dinheiro do consumidor, assim causando um
efeito contrario a primeira vista que é a redução dos seus clientes que migram
para o sistema pirata de recepção de sinais via satélite. Assim pessoas que
estão cansadas de serem humilhadas em call centers por serviços muito caros e
de baixíssima qualidade se esquivam da lei para pelo menos respirar um pouco, e
infelizmente na ilusão de que foi conseguida uma área de escape para sua dor de
cabeça. Ilusão, pois a jogada das grandes corporações é genial e desumana. Com
a ajuda do governo seus representantes, representantes nos quais tem patrocínio
dessas empresas nas suas campanhas, criam uma lei antipirataria para que sempre
o elo mais fraco esteja errado caso algo de errado, e sempre cumpra com os deveres
do bom cidadão. Do outro lado estão as empresas piratas que tem seus aparelhos
produzidos na Europa legalmente. Mas se é produzido legalmente como pode ser
pirata? As corporações alegam que eles recebem sinais de maneira ilegal ao não
pagar diretos. Já os piratas alegam que esse sinal corre em espaço publico. Com
isso os preços "legais" de pacotes ficam cada vez mais inacessíveis,
pois a oferta é grande e a procura é cada vez menor por causa a migração para
"pirataria". Pirataria que descaradamente oferece um serviço para
vida toda. Para vida toda ate a antena quebrar, ou o sinal parar, ou não
existir mais. Assim o cliente pirata migra novamente para serviço legal das
grandes corporações. Nas quais os preços absurdos agora são justificados pela
alta tecnologia do sinal, satélite, aparelhos, atendimento. Mas se é de alta
tecnologia por que não estudar uma forma de um sinal que seria inviável a
decodificação pelas piratas? E por que não fazer uma campanha na Tv e internet
contra a pirataria de sinal? Será que os piratas não pagam nenhum tributo a
nenhum engravatado eleito pela massa? Qual é a ligação entre as grandes
corporações e a fabricação desses aparelhos na Europa? Perguntas existem, mas é
escasso cérebros para pensar em nelas, pois é mais cômodo comprar um sinal
pirata ou pagar caro por um serviço mal prestado dentro de uma lei questionável.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Nem a passos lentos
Quantas grandes obras devemos ler para nos tornamos melhores
para nos mesmos? 1, 50, 1000? Quantas obras musicas devemos escutar para nos
tornarmos melhores para nos mesmos? 1, 50, 1000? Quantas conversas, discussões,
experimentos, observações devemos realizar para nos tornarmos melhores para nos
mesmos? 1, 50, 1000? Temos realmente certeza de como trabalhamos nosso tempo?
Realmente não paramos para pensar no que podíamos gerar por preguiça,
indisciplina, frustrações, vícios. Nossa relação com a busca da evolução é mínima,
pois na verdade não buscamos evoluir e sim procuramos nos tornar algo. procuramos insaciavelmente por títulos, seja qual for: dinheiro, emprego, relacionamentos. Estaria sim a
humanidade milhares de anos há frente se cada individuo buscasse o padrão de excelência
e de vida dos grandes gênios da ciência e espiritualidade. Se todos nesse exato momento estivessem se
questionando sobre o universo, sobre a vida e a morte, sobre o tudo e o nada não teríamos tempo
para guerras, fome, pré-conceito e tantos outros males que afligem a humanidade
simplesmente pela sobra de tempo ocioso. Gostamos de não fazer nada, somos seres
altamente preguiçosos, pois não confunda às 8 horas de trabalho de um proletário
com disposição, pois depois de massacrados pelo local de tortura diária por uma
remuneração apenas monetária não existe vontade para nada mais. Trabalhamos
para consumir, consumimos para trabalhar mais, e esse ciclo é constante. Não se orgulhe de ser trabalhador, se
envergonhe de não ajudar a terminar com essa realidade medíocre do ser humano.
Precisamos das celas nas quais passamos 2/3 da nossa vida para nos organizarmos.
Não somos livres de forma alguma, fomos organizados para sermos inertes a tudo
de interessante na vida. No fim é esperar a libertação que vem através da morte,
pois não a enxergamos mais nenhuma outra maneira de nos libertarmos de nossa
condição, seja ela qual for.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
O ser romântico
Quando se
pede romantismo a alguém o que realmente queremos em troca? Temos ao certo o
significado da palavra ou somente um amontoado sentimentalista que ignora vários
fatos tão românticos quanto? Ser romântico segundo o dicionário é quem nas ideias, no caráter ou no temperamento, revela algo apaixonado, de nobre, de lírico, que eleva acima do prosaico, do cotidiano: amante romântico. A partir do exemplo citado
qual romantismo presenciamos durante toda vida? Aos que se consideram românticos,
que significado é dado a esse titulo que por si só é um embaraço de sentimentos
e ações. Cartas, frases, doces, beijos, jantares, abraços, carinhos, seriam
esses os principais atributos de um ser considerado romântico? Ações que por
mais afetivas sempre encontram um fim necessariamente raso quando não bem fundamentadas, pois são todas
ações podem ser planejadas para um fim maquiavélico ao receptor de tantos
agrados. Não há de se negar que pessoas românticas são sim afetuosas com seus
queridos, mas esse afeto passa longe de somente sorrisos e lagrimas de emoção.
Há romantismo nas discussões, nos pontos de vista diferentes e ate no silencio.
Ser romântico é se entregar uma forma mais profunda de aproximação, sem pré-conceitos,
vergonhas ou pudor. Ser romântico exige também ser claro nas palavras, ser direto nos
conselhos, ser decisivo nas ações sempre com o objetivo de alçar o individuo a
um patamar elevado para si. Ser romântico é ser puro com a quem quer alcançar,
pureza na qual é alcançada somente com um processo de purificação árduo e
doloroso tanto para romântico quanto para o ser atingido por essa limpeza moral. Deixemos
um pouco de lado esse pensamento "sobre o ser romântico" cristalizado pelos subprodutos da mídia e também sobre
o perfeito amante, e comecemos a pensar sobre um humano mais puro em suas relações mais próximas!
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Instrumental Pop Brasil
A musica "Como uma onda no mar" do compositor Lulu
Santos foi regravada pela cantora Leila Pinheiro no disco "Coisas do Brasil" de 1993. Ate ai tudo bem, se o arranjador do álbum não fosse nada mais nada
menos que o nosso grandioso Cesar Camargo Mariano. É incrível como o resultado
desse arranjo foi belo, tenho em vista a dificuldade imensa que é encontrada em
se trabalhar novamente um Hit pop nacional. César executou essa tarefa com maestria.
Isso sim é fazer arranjo, isso sim é contar a mesma historia de uma forma tão
incrível quanto à primeira vez, isto sim é surpreender utilizando os mesmo
argumentos. Como a própria letra quer dizer: tudo se renova constantemente! O
andamento lento no inicio, uma pegada puxada para o bolero na segunda parte,
uma interpretação mais doce e outra vez com mais presença, o solo de metais, os
brakes e intervenções que fazem lembrar a quebra da onda na praia, o diálogo da voz com todos os outros instrumentos,
o final em Fade out indicando a calmaria das águas. Tudo nesse arranjo indica a
maturidade e a genialidade de um arranjador como Cesar amargo Mariano! Após esse turbilhão de maravilhosas informações penso numa questão que é
levantada sempre a mim: Por que caminhos anda a musica instrumental no Brasil?
Vemos hoje uma leva muito interessante de grandes instrumentistas executando
cada vez mais seus respectivos instrumentos com excelência, improvisadores que
não deixam nada a dever músicos norte americanos e do mundo inteiro. Mas ate
onde esse trabalho mais de execução manual (visão individual de quem escreve
esse texto) irá saciar realmente o desejo por inovação? Ate quando o estudo
criativo será deixado de lado por solos gigantescos, equipamentos de outro
mundo ou simplesmente por dinheiro? Ao escutar os novos discos da musica
instrumental nacional é notório a atenção que é dada ao improviso e também o
descaso com a melodia, o arranjo, a instrumentação e etc. No final de tudo a
sua própria maneira, a musica instrumental com o passar dos anos vem se tornado
uma mercadoria pop, sendo cada produção um padrão de maravilhosos
instrumentistas, sonoridade perfeita e uma corrida incessante pela
demonstração. Com isso tudo soa igual, todos os discos são iguais, os formatos são iguais, quase não a melodia, e quando a existe são cacos incompreensíveis sem
nenhum nexo claro. Em resumo hoje a musica instrumental brasileira passa por um
momento de mesmice e sonolência, cabe a cada um, apreciador, observar e tirar suas
próprias conclusões desse cenário se possível, não deixando cair no ostracismo
o bem maior de um artista: A criatividade! Link da musica "Como uma onda no mar" do disco "Coisas do Brasil" http://www.youtube.com/watch?v=HR8RZHyu298
Assinar:
Comentários (Atom)