Quantas grandes obras devemos ler para nos tornamos melhores
para nos mesmos? 1, 50, 1000? Quantas obras musicas devemos escutar para nos
tornarmos melhores para nos mesmos? 1, 50, 1000? Quantas conversas, discussões,
experimentos, observações devemos realizar para nos tornarmos melhores para nos
mesmos? 1, 50, 1000? Temos realmente certeza de como trabalhamos nosso tempo?
Realmente não paramos para pensar no que podíamos gerar por preguiça,
indisciplina, frustrações, vícios. Nossa relação com a busca da evolução é mínima,
pois na verdade não buscamos evoluir e sim procuramos nos tornar algo. procuramos insaciavelmente por títulos, seja qual for: dinheiro, emprego, relacionamentos. Estaria sim a
humanidade milhares de anos há frente se cada individuo buscasse o padrão de excelência
e de vida dos grandes gênios da ciência e espiritualidade. Se todos nesse exato momento estivessem se
questionando sobre o universo, sobre a vida e a morte, sobre o tudo e o nada não teríamos tempo
para guerras, fome, pré-conceito e tantos outros males que afligem a humanidade
simplesmente pela sobra de tempo ocioso. Gostamos de não fazer nada, somos seres
altamente preguiçosos, pois não confunda às 8 horas de trabalho de um proletário
com disposição, pois depois de massacrados pelo local de tortura diária por uma
remuneração apenas monetária não existe vontade para nada mais. Trabalhamos
para consumir, consumimos para trabalhar mais, e esse ciclo é constante. Não se orgulhe de ser trabalhador, se
envergonhe de não ajudar a terminar com essa realidade medíocre do ser humano.
Precisamos das celas nas quais passamos 2/3 da nossa vida para nos organizarmos.
Não somos livres de forma alguma, fomos organizados para sermos inertes a tudo
de interessante na vida. No fim é esperar a libertação que vem através da morte,
pois não a enxergamos mais nenhuma outra maneira de nos libertarmos de nossa
condição, seja ela qual for.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
O ser romântico
Quando se
pede romantismo a alguém o que realmente queremos em troca? Temos ao certo o
significado da palavra ou somente um amontoado sentimentalista que ignora vários
fatos tão românticos quanto? Ser romântico segundo o dicionário é quem nas ideias, no caráter ou no temperamento, revela algo apaixonado, de nobre, de lírico, que eleva acima do prosaico, do cotidiano: amante romântico. A partir do exemplo citado
qual romantismo presenciamos durante toda vida? Aos que se consideram românticos,
que significado é dado a esse titulo que por si só é um embaraço de sentimentos
e ações. Cartas, frases, doces, beijos, jantares, abraços, carinhos, seriam
esses os principais atributos de um ser considerado romântico? Ações que por
mais afetivas sempre encontram um fim necessariamente raso quando não bem fundamentadas, pois são todas
ações podem ser planejadas para um fim maquiavélico ao receptor de tantos
agrados. Não há de se negar que pessoas românticas são sim afetuosas com seus
queridos, mas esse afeto passa longe de somente sorrisos e lagrimas de emoção.
Há romantismo nas discussões, nos pontos de vista diferentes e ate no silencio.
Ser romântico é se entregar uma forma mais profunda de aproximação, sem pré-conceitos,
vergonhas ou pudor. Ser romântico exige também ser claro nas palavras, ser direto nos
conselhos, ser decisivo nas ações sempre com o objetivo de alçar o individuo a
um patamar elevado para si. Ser romântico é ser puro com a quem quer alcançar,
pureza na qual é alcançada somente com um processo de purificação árduo e
doloroso tanto para romântico quanto para o ser atingido por essa limpeza moral. Deixemos
um pouco de lado esse pensamento "sobre o ser romântico" cristalizado pelos subprodutos da mídia e também sobre
o perfeito amante, e comecemos a pensar sobre um humano mais puro em suas relações mais próximas!
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Instrumental Pop Brasil
A musica "Como uma onda no mar" do compositor Lulu
Santos foi regravada pela cantora Leila Pinheiro no disco "Coisas do Brasil" de 1993. Ate ai tudo bem, se o arranjador do álbum não fosse nada mais nada
menos que o nosso grandioso Cesar Camargo Mariano. É incrível como o resultado
desse arranjo foi belo, tenho em vista a dificuldade imensa que é encontrada em
se trabalhar novamente um Hit pop nacional. César executou essa tarefa com maestria.
Isso sim é fazer arranjo, isso sim é contar a mesma historia de uma forma tão
incrível quanto à primeira vez, isto sim é surpreender utilizando os mesmo
argumentos. Como a própria letra quer dizer: tudo se renova constantemente! O
andamento lento no inicio, uma pegada puxada para o bolero na segunda parte,
uma interpretação mais doce e outra vez com mais presença, o solo de metais, os
brakes e intervenções que fazem lembrar a quebra da onda na praia, o diálogo da voz com todos os outros instrumentos,
o final em Fade out indicando a calmaria das águas. Tudo nesse arranjo indica a
maturidade e a genialidade de um arranjador como Cesar amargo Mariano! Após esse turbilhão de maravilhosas informações penso numa questão que é
levantada sempre a mim: Por que caminhos anda a musica instrumental no Brasil?
Vemos hoje uma leva muito interessante de grandes instrumentistas executando
cada vez mais seus respectivos instrumentos com excelência, improvisadores que
não deixam nada a dever músicos norte americanos e do mundo inteiro. Mas ate
onde esse trabalho mais de execução manual (visão individual de quem escreve
esse texto) irá saciar realmente o desejo por inovação? Ate quando o estudo
criativo será deixado de lado por solos gigantescos, equipamentos de outro
mundo ou simplesmente por dinheiro? Ao escutar os novos discos da musica
instrumental nacional é notório a atenção que é dada ao improviso e também o
descaso com a melodia, o arranjo, a instrumentação e etc. No final de tudo a
sua própria maneira, a musica instrumental com o passar dos anos vem se tornado
uma mercadoria pop, sendo cada produção um padrão de maravilhosos
instrumentistas, sonoridade perfeita e uma corrida incessante pela
demonstração. Com isso tudo soa igual, todos os discos são iguais, os formatos são iguais, quase não a melodia, e quando a existe são cacos incompreensíveis sem
nenhum nexo claro. Em resumo hoje a musica instrumental brasileira passa por um
momento de mesmice e sonolência, cabe a cada um, apreciador, observar e tirar suas
próprias conclusões desse cenário se possível, não deixando cair no ostracismo
o bem maior de um artista: A criatividade! Link da musica "Como uma onda no mar" do disco "Coisas do Brasil" http://www.youtube.com/watch?v=HR8RZHyu298
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