segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A cegueira marrom escura



É tamanha a ênfase dada no que é porco e ruim que não temos a capacidade de enxergar o belo. Não enxergamos não porque somos cegos, mas porque a lama e os excrementos apodrecidos jogados na nossa visão vem sempre a tapar um horizonte de graciosidade inimaginável. É negado aqui o argumento do grande José Saramago na sua cegueira branca, pois ela é sim bem marrom escura. Ao receber as piores noticias não ha duvida que elas existem, mas se cria o questionamento: Certas informações podem ser dispensadas? Um exemplo claro seria o da cantora Vanusa, que na tentativa de interpretar o hino nacional brasileiro o ano passado se precipitou em não se preparar para a ocasião de maneira mais disciplinada. Os “psedo pensadores” contemporâneos tão apreciados pelos seus programas de terno preto e tantos outros improvisadores do humor foram a forra criticando de diversas formas a cantora e seu erro naquela ocasião. Assim ganharam mais dinheiro nas bilheterias de teatros onde o espetáculo é falar mal de maneira supostamente engraçada e feita de improviso. Hoje o humor é degradante, pois a sempre a duas figuras: O Juiz e o Condenado. Esse exemplo do hino nacional expõe de maneira clara a teoria acima. Hamilton de Holanda grande musico e bandolinista brasileiro interpreta o hino de maneira incrível na pose do presidente do STF no fim do ano passado (Hino nacional - Hamilton de Holanda). É conhecido algum humorista fazendo piada do que aconteceu? Desde a forma como foi executado o hino pelo musico como o silencio e atenção que foi dado no local ao bandolinista? A surpresa com a beleza da execução é tanta que é evidente o clima de espanto e interesse nos convidados. Nenhum noticiário humorístico “sensacionalista” fez piada do que foi belo. O mais certo é que o publico desse espetáculo de horrores e risadas bizarras não entenderia a analise do que é bem executado. Em resumo a atenção é voltada para a desgraça, e o sublime é deixado de lado, restando a ser apreciado por um publico cada vez menor, não por exclusão da massa, mesmo porque em tempos de rede a pessoa que afirmar que não tem acesso a informação já se contradiz, mas por falta de interesse da maioria.
 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O inicio da cura de um mal cultural



Se o processo de distribuição dos direitos autorais pela ECAD for transparente e justo, pagar por cada nota executada será feita com imensa felicidade. A tecnologia investida pelo órgão é voltada na sua maioria na arrecadação e não na distribuição, esse fato é no mínimo questionável tendo em vista que a ECAD é simplesmente uma ferramenta para facilitar a distribuição dos direitos. Exemplo, são cobrados ingressos com valores absurdos em shows e eventos, pois tanto o artista não pode viver da reprodução das suas criações quanto o organizador tem que cobrir um rombo no orçamento que envolve tributos pagos a ECAD. E já é passada a hora de um país conhecido pela sua pluriculturalidade organizar seu mercado musical, tendo em vista modelos europeus e norte americano funcionam bem melhor para o lado do artista e também do governo. E me veem artistas a defender a ECAD, dizendo que a CPI é uma exposição desnecessária ao órgão. Exposição é o que falta mesmo, é se foi a CPI a forma encontrada pelos artistas, que seja ela realizada sem nenhum privilegio utopia a minha, pois as empresas por trás de cada um dos deputados e senadores sempre irão ganhar, mas que o foco principal que é a transparência seja estabelecido ao máximo. Já que estão fazendo o maior alvoroço no mercado é lembrada também a confusão criada pela segurança em casas de show, movimentação que soa totalmente como uma plataforma de politicagem ridícula dos governos federal, estadual e municipal. Vamos ver ate onde a noticia da tal boate vai vender segundos valiosos para comerciais da de grandes corporações na TV e ate onde as autoridades da politicagem vão “zelar” pelo bem estar dos músicos e publico nessas espeluncas espalhadas pelo território brasileiro onde as vezes é negado ate água aos trabalhadores, imaginem a segurança. Organizamos de vez o mercado cultural musical brasileiro e não fiquemos com essa conversa de comadres sobre extintores de incêndio, pois o que mata pessoas primeiramente são as ideias!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O pirata e o original, nada é legal!


As grandes prestadoras de serviços como internet, Tv e telefonia extorquem cada vez mais dinheiro do consumidor, assim causando um efeito contrario a primeira vista que é a redução dos seus clientes que migram para o sistema pirata de recepção de sinais via satélite. Assim pessoas que estão cansadas de serem humilhadas em call centers por serviços muito caros e de baixíssima qualidade se esquivam da lei para pelo menos respirar um pouco, e infelizmente na ilusão de que foi conseguida uma área de escape para sua dor de cabeça. Ilusão, pois a jogada das grandes corporações é genial e desumana. Com a ajuda do governo seus representantes, representantes nos quais tem patrocínio dessas empresas nas suas campanhas, criam uma lei antipirataria para que sempre o elo mais fraco esteja errado caso algo de errado, e sempre cumpra com os deveres do bom cidadão. Do outro lado estão as empresas piratas que tem seus aparelhos produzidos na Europa legalmente. Mas se é produzido legalmente como pode ser pirata? As corporações alegam que eles recebem sinais de maneira ilegal ao não pagar diretos. Já os piratas alegam que esse sinal corre em espaço publico. Com isso os preços "legais" de pacotes ficam cada vez mais inacessíveis, pois a oferta é grande e a procura é cada vez menor por causa a migração para "pirataria". Pirataria que descaradamente oferece um serviço para vida toda. Para vida toda ate a antena quebrar, ou o sinal parar, ou não existir mais. Assim o cliente pirata migra novamente para serviço legal das grandes corporações. Nas quais os preços absurdos agora são justificados pela alta tecnologia do sinal, satélite, aparelhos, atendimento. Mas se é de alta tecnologia por que não estudar uma forma de um sinal que seria inviável a decodificação pelas piratas? E por que não fazer uma campanha na Tv e internet contra a pirataria de sinal? Será que os piratas não pagam nenhum tributo a nenhum engravatado eleito pela massa? Qual é a ligação entre as grandes corporações e a fabricação desses aparelhos na Europa? Perguntas existem, mas é escasso cérebros para pensar em nelas, pois é mais cômodo comprar um sinal pirata ou pagar caro por um serviço mal prestado dentro de uma lei questionável.