segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A verdade é a perspectiva individual de um plano


Estão dizendo por ai que o ano acaba hoje? Mas por outro olhar o calendário Chinês diz que o ano do Dragão só acaba dia daqui uns meses. Pois é, se ate o tempo é uma questão de perspectiva há de ser contraditório o ser humano ainda não conseguir discutir, entender, questionar e filtrar ideias amigavelmente como politica e religião. Há aqueles que ainda insistem em dizer que somos animais racionais. Racionais ao ponto de enriquecer, consumir e vencer a qualquer custo, sendo esse os sinais mais claros de racionalidade atualmente, tendo em vista que a muitos pontos desconsiderados ficam para trás. A missa de sétimo dia de todos os seres humanos deveria ser a três dias atrás segundo o calendário Maia. Mas será que esta é a verdadeira perspectiva de todo um povo, considerado um dos mais evoluídos ate hoje? Saber compreender a visão do outro ou de um grupo é uma ferramenta importantíssima para a tão sonhada evolução da espécie, pois agrega ao conhecimento especifico, assim preenchendo lacunas que permanecem abertas pela falta de conhecimento de causa. Conhecimento de causa que falta dentro do Cristianismo e suas ramificações, pois gritam incansavelmente suas verdades, mas não é vista disposição alguma em querer escutar um novo ponto de vista. Cravaram o absoluto somente  a um livro que começou a ser escrito por volta de 4000 anos atrás e se esqueceram de se educar sobre  ética, moral, logica, estética e tantas outras situações onde se possa encaixar o tal conhecimento. Algum líder das tradicionais ou novas religiões já indicaram profetas como Aristóteles ou Platão, Nietzsche, Kierkegaard e Sartre como fonte de conhecimento extremante inspirador e libertador? Esse estudo também  falta aos que governam, que por sua vez foram escolhidos por um sistema que não foi e não é discutido ou questionado abertamente, pois a partir do momento que precisamos ainda de reis, governantes e lideres esta sendo assinado o atestado de mediocridade da raça, pois seres realmente esclarecidos não necessitam de leis e dogmas para efetuarem uma ação destinada ao bem. Lembrando novamente que essas são simplesmente perspectivas de um homem comum de carne, ossos e erros, logo não declarem guerra de espécie alguma por essas palavras.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Carne que pensa


Ainda é cedo. O cérebro faz um breve resumo de todo o dia que vem, breve em relação ao tempo, que por sinal é a mais clara e amedrontadora invenção humana para torturar a si própria. Dentro do abstrato mas extremamente real  imaginário, as ideias se confundem pelo grande numero de tarefas a executar durante esse 0.27% fragmento de todo ano.  E logo é lembrado que essa situação já ocorreu inúmeras vezes e ocorrerá, e que já não é novidade saber que esse estardalhar na mente acontecerá ate que as funções cerebrais estejam por fim encerradas. A balburdia é singular de ser para ser, claro que ha coincidências, mas não passa disso. Ou passa? O que não falta para o nosso sistema sensorial, muitos dizem que são só cinco tradutores, são situações para serem internalizadas e assim cada um é presenteado a cada contagem do relógio com uma vasta gama de informações que se juntarão ao caos já estabelecido. Para amezinhar a dor que chega ao físico são consultados os gurus da maior religião existente, e coitado do individuo que ir contra os dogmas tão lúcidos criados pelos os homens do divã. O que soa estranho é que se a uma padronização mental, logo não existirá mais templos para se tratar do que é psicológico. Infelizmente ou felizmente, todo poder absoluto um dia cai, na maioria é substituído por um sistema ainda mais autoritário, mas reunindo os cacos o discurso tem a possibilidade de mudar. No final de todo esse embaraço de dores, pensamentos, questionamentos, receios e ações já é tarde e o nosso centro do sistema nervoso nos desliga lentamente, pois o ciclo recomeçará em breve em outro lugar.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Proteção, lucros e nada mais


Antes de falar sobre futebol gostaria fazer uma observação sobre a monopolização de grandes momentos da musica através de bloqueios feitos em toda rede. O que as grandes corporações de mídia não entenderam ou pela incessante e gananciosa busca pelo lucro absurdo em venda de discos não quiseram entender é que os tempos mudaram, o publico mudou e o foco também. E não que precisariam se adequar ao novo mundo que começaria. Vários setores se adequaram: Telefonia, Cinema, automobilismo, todas com o objetivo se adequar aos desejos mesmo que também buscando somente o lucro, mas as tendências para o futuro eram mais que claras. Hoje fui assistir um vídeo, ai me vejo com uma cena lamentável desse tipo de ação que visa somente o lucro é nada além, nem mesmo a busca em implementar soluções para problemas mercadológicos. E o problema é que vários conteúdos bloqueados são fonte de pesquisa para músicos, professores, engenheiros de som e tantos outros profissionais que buscam conhecimento na fonte e não somente uma multidão que quer consumir as cegas sem questionamento tudo que é lhe jogado. Uma prova incontestável que essa proteção” das gravadoras não ajuda em nada, é que grandes bandas e artistas que estão surpreendendo veem da produção independente e de pequenas gravadoras, pois as grandes empresas não se preocupam com a arte mas somente com a produção em serie de Ladies e Cents para  vender, vender e vender. Deixando bem claro que o problema não é comprar e ajudar o musico na sua obra, pois quem realmente gosta e precisa irá comprar, mas sim pagar preços absurdos por um disco. Isso é prender o conhecimento em estoques e levar talvez grandes obras de arte a inutilidade. Pedir bom senso aos controladores dessas grandes corporações seria ate cômico, então basta a quem busca conhecimento através dessas mídias fonográficas utilizar meios considerados marginais para só assim não precisar e gastar milhares de dólares para conseguir reunir um acervo de pesquisa.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Entre a criatividade e o exibicionismo do Jazz Fusion


O Fusion teve sua imagem deturpada por malabaristas que ao executarem padrões rítmicos exóticos e harmonias dissonantes já se intitulam como Jazz Fusion. A melodia é deixada de lado, pois na verdade o que importa é impressionar com a técnica apurada. Seria muita prepotência definir esse gênero tão peculiar, mas ao mesmo tempo dar exemplos que ajudariam o leitor a se questionar se o que já escutou enquadrara-se nesse gênero não seria nenhum pecado. Um exemplo claro e a fonte bebida por vários mestres contemporâneos do Jazz seria o álbum duplo Bitches Brew do trompetista Miles Davis.  É um álbum que vem para marcar a nova sonoridade que ditou os rumos do Jazz a partir dos anos 70, contando com nomes como Chick Corea, John McLaughlin, Jack DeJohnette, Dave Holland  e Wayne Shorter  só para citar alguns nomes de grandes e hoje cultuados mestres do gênero. E com isso também se dá outra revolução que é a utilização de instrumentos elétricos:  a guitarra, o baixo e os pianos elétricos como o famoso Fender Rhodes. Outros discos dereferencia dessa época que são resultados dessa nova experiência de vida seriam: My Goals Beyond ( John McLaughlin), My Spanish Heart ( Chick Corea ) e Crossings (Herbie Hancock.  É inegável a grande influencia do rock ( também do funk) desde a instrumentação a padrões de pulsação, mas isso trouxe também o lado midiático para o jazz pois os discos tinham que ser vendidos, e com isso clichês e mais clichês foram sendo repetidos, repetidos e repetidos. Os anos 80 foram onde nomes como Spyro Gyra e Yellowjackets  seguiram o mesmo padrão e tornaram a sonoridade mais “acessível” ao ouvinte, e com isso surge um novo mercado muito lucrativo ate hoje na musica: O Signature! Pedal X foi utilizado por baterista Y ou guitarra tal foi utilizada por fulano naquele solo onde o baixista utilizava baixo com tantas cordas. Um exemplo claro dessa influencia mercadológicas são as grandes feiras de musica, onde diversas marcas brigam pelo espaço no coração do consumidor utilizando instrumentistas cada vez mais virtuoses, mexendo com a imaginação e sonhos de milhões. E não para por ai, sabe aquele vídeo do japonês de dez anos que já toca sua musica favorita de cabeça pra baixo e te deixa de boca aberta? É também outro fruto da parte comercial do Fusion de querer sempre impressionar cada vez mais cedo.  Num prazo de curto de 30 anos o Jazz Fusion deixou de ser uma grande ferramenta experimental onde músicos conscientes e sonhadores buscavam simplesmente transformar ideias em musica para ser tornar mais uma forma de produto exibicionista. Cabe a cada um tirar suas próprias conclusões baseados nas observações sonoras e históricas e assim separar o que é circo e o que é musica. 

domingo, 25 de março de 2012

Estabilizar x Acomodar



E de repente, numa fração de segundos você tem que crescer. Uma decisão mudará provavelmente todo curso da sua vida. Mas infelizmente essas decisões são moldadas num padrão arcaico onde simplesmente o vencer, o ganhar e o ter são realmente valores que importam. Há algum tempo venho observando essa decisão massiva de todos procurarem um só objetivo: Ser funcionário público. Mas até onde essa decisão vai agregar na vida de uma pessoa que estaria desenvolvendo um grande trabalho em outra função?  Até onde preencher um bolo de papel cheio de tinta impressa e torcer para que marquem sua resposta como correta é estudar? E ate quando é valida essa estagnação onde o agraciado pela “mamata” não produz nada após, isso se já produziu algo antes. Os sonhos são simplesmente esquecidos e metas verdadeiras também, e em troca ganhamos algumas cifras em algum banco de dados em algum lugar do mundo. Pois se engana quem pensa que o dinheiro é seu, pois tudo lhe é simplesmente emprestado a um custo altíssimo: Sua vida. Não tenho nada contra os policiais, mas ate quando vai o interesse dos comandantes em um mundo pacifico? Tem uma logica essa questão, pois onde há paz esse cargo publico é desnecessário. Ai penso em todos esses cargos  que não existiriam se nossa raça fosse um pouco mais evoluída. Vamos falar a verdade é de interesse de alguém ver o mundo em ordem hoje? Será uma frustração para o funcionário que tem um lindo contracheque gordo ver que deixou sua meta inicial que era ser astrônomo, dançarino ou artista plástico para executar um trabalho nem um pouco criativo. E a bola de neve social esta criada, pelo simples fato de que essa ideia do emprego estável passa de pai para filho, e é cada vez mais enraizada no intelecto humano. Mas não podemos esquecer de um detalhe importante: Até onde sua função estável lhe dará bem estar na sua vida?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A evolução esbarra nas fronteiras físicas

Sempre estudei nos livros de geografia aquelas linhas que separam as cidades, estados e países mas nunca vi uma ao vivo. Pensem comigo: Existem fronteiras que delimitam até onde posso ir, e a partir momento que atravesso aquele ponto sou considerado um estranho. Mas afinal o mundo tem cerca de 4,5 bilhões de anos, e durante toda sua historia nunca ouvi falar de nenhuma demarcação física feita pelos animais “irracionais”. Eles demarcavam a sua área pelo simples extinto de sobrevivência. Mas com os humanos as linhas do mapa servem para outras finalidades. Porque existe um pais do tamanho do Brasil é um do tamanho do Uruguai? Na minha opinião fronteiras servem para afastar e organizar melhor a manipulação da raça. Se o ser humano fosse realmente civilizado não existiria Brasil, França, Marrocos e outras centenas de localizações demarcadas no planeta, cada uma defendendo os interesses do seu pedaço de terra.  Então quer dizer que eu sou somente brasileiro, e que o termo terráqueo não se aplica a nenhum dos seres da terra, porque a partir do momento que posso ser livre somente dentro dos limites do meu país, julga-se que o resto do planeta não é meu. Na verdade para que servem as fronteiras físicas? Se não existisse o guardinha e as placas, o mundo inteiro pra mim seria a mesmo espaço. Ô animal estranho é esse Homo Sapiens! Respiramos a mesma fuligem que saí das fábricas nos Estados Unidos e ao mesmo tempo é nos impedido transitar livremente por lá sem uma série de documentos, e revisões. Quando nós descobrirmos que o mundo é bem maior que Divinópolis, que o Texas, que a Russia e que bandeiras só servem para alimentar o ódio e o preconceito entre os da mesma espécie, daremos um verdadeiro salto no quesito evolução. PS: Mas é logico que essa evolução esbarra nos interesses de quem realmente dita as regras no mundo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Há vida alem da perfeição e beleza maior que ser imperfeito?



O termo mais apropriado para classificar o ser humano atual é “animal racional”? Venho questionando essa forma que nós criamos para nos classificar colocando-nos acima de todo tipo de vida na terra. Há duas linhas de raciocínio.  Em parte penso estamos errados pelo fato de que toda existência, todo ser, toda vida depender de algo, sendo tudo um ciclo, e onde dar e receber é uma das leis primordiais. Tudo seria diferente se cada grão de arroz que nos alimenta ou se a órbita de todos os planetas do nosso sistema solar não estivessem em um certo padrão. Por outro lado o termo vem bem a calhar, pois a maioria dos seres da nossa espécie tem uma visão muito fragmentada de tudo, ao contrario da formiga que por ser “irracional” e altamente intuitiva não vê problema nenhum em servir a vida toda em prol da comunidade. Intuição, isso que falta? Como seres de entendimento fragmentado não conseguimos enxergar muito além das fronteiras, e por isso vivemos o presente onde o prazer em sí é o bem mais procurado mesmo se for a duras penas. Uma prova que apresento e que esta próxima de todos nós é a fome. Existe forma mais arcaica de ignorância do que saber que seu vizinho de bairro, de cidade, de país ou continente passa fome? E que nem sequer nos preocupamos em questionar isso? Não falo em ajuda humanitária, falo em simplesmente em parar para refletir porque isso acontece. O ser quando é intuitivo consegue enxergar o todo, olhar a realidade geral e de imediato ter ideias. Um exemplo clássico é a musica. Ao fugir de formatos já idealizados e usados por todos, o intuitivo segue outro caminho, onde se preocupar com o belo é o que vale e não com a perfeição momentânea tão prezada pelos humanos racionais. A humanidade a meu ver esta perdida por causa da sua busca pela perfeição e não pelo belo. Não gostamos de ser tocados, e ao mesmo tempo gostamos de ficar sozinhos. Não conseguiria escrever nenhuma linha desse texto se não estive sozinho no meu quarto onde a luz a fraca de uma luminária direcionada a parede fosse minha única companheira. Mas ao mesmo tempo não conseguiria ter essa concepção se não estivesse junto de pessoas queridas durante todo dia. Onde há perfeição nessa contradição? Não há! Existe somente a intenção de tentar enxergar o tudo como um todo e conseguir equilibrar a racionalidade com toda sua beleza e a intuição com toda sua perfeição.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ignorantes "representados" por incompetentes


Há uma linha de raciocínio muito lógica para todos entenderem porque penso que o poder político não vai mudar nada. E porque só o ser humano individualmente é capaz de fazer a diferença. Vamos a ela: Um problema no abastecimento de água gera esperança na população de que os políticos (vereadores e prefeitos) resolvam algo sobre o assunto. Com essa esperança de que a politica tem o poder de mudança se cria a consciência de que o voto é algo importante, pois ele indica quem será o representante de um grupo, de um bairro, de uma cidade. Isso também gera um dos sentimentos mais apreciados da raça atualmente: a comodidade. Exemplo: Se eu tenho alguém que me representa não vão cobrar de mim, terei sempre outro para jogar a culpa, ficarei feliz dentro de casa assistindo TV. O representante por sua vez, na maioria dos casos não tem competência técnica profunda nenhuma (as vezes nem superficial) sobre nenhum assunto, logo se entregando ao prazer de simplesmente votar e delegar funções ao setor privado. O setor privado sabendo que detém todo o conhecimento e tecnologia para solucionar problemas e melhorar as condições de vida de uma população coloca a mão no dinheiro do contribuinte. Nada mais que justo, pois só ele nesse momento pode resolver o tormento, já que nem a população nem os políticos tem tal competência. Com isso o dinheiro que era de muitos passa a ser de poucos pelo simples fato de que eles souberam por em pratica uma célebre frase: “Conhecimento é poder”. Fortunas são geradas e a desigualdade cresce. Aviões, mansões e educação para milhares contra transporte público falido, barracos desmoronando e analfabetismo para bilhões. Vendo isso o setor politico simplesmente continua delegando essas funções ao setor privado enquanto investem seu tempo em discursos para a mesma população esperançosa e analfabeta. Pessoas que por comodismo, falta de acesso à informação ou por trabalhar o dia todo para pagar impostos, taxas e produtos a preços absurdos não se preocupam em saber o que esta acontecendo a sua volta, desde que isso não o afete diretamente. Essa ignorância por parte da população influência nas suas decisões desde não produzir lixo em grandes volumes a como conviverem em comunidade. Isso acaba perpetuando problemas que vão fazer a felicidade de quem realmente controla e dita as regras nesse mundo.