A arte está para o homem como o
ar, a água e o sol. De uma maneira simples e singela desperta sentimentos de
forma vívida e esclarece o homem da escuridão que o rodeia desde a antiguidade.
É um fator indispensável para vida terrena, pois nos dá a noção que para
evoluirmos, não exatamente precisamos ser duros, e sim macios de tal modo que
não quebramos. A felicidade encontrada em fazer arte e apreciá-la é de tal
forma tão intensa que grandes mentes a ela entregam a vida inteira, sendo
produtores desse bem maior. Feliz é Bach que em meio a uma época onde
informações demoravam meses a chegar ao seu destino, já compunha peças que
seriam executadas em diversas nações. Feliz sim é Salvador Dalí que com seu
trabalho alegre e experimental causa diversas sensações seja num gueto de Nova
York ou numa mansão em Joanesburgo.
A felicidade é encontrada também nos movimentos de Maurice Béjart que
sutilmente transmitem profundamente a essência de movimentação universal. O que
dizer então de Pasolini que ao filmar “Salò” logo depois é assassinado por sua
arte, por sua felicidade? Em dias de loucura e desordem a arte é sim uma forma
de buscar esclarecimento, ou simplesmente uma maneira de se ter segundos de
pura felicidade. A arte é capaz de dividir o tempo, pois grande artista foi o
homem de Nazaré. A força contida na pintura, música, dança, cinema, escrita e
tantas outras formas artísticas é bela ao ponto de mudar paradigmas enraizados
em uma cultura, tendo sido força para revoluções de países ou de indivíduos.
Felicidade cada qual a sua maneira, encontrou Sartre ao sentir a sua “Nausea”,Rodin
ao pensar o “Pensador” ou até mesmo Gandhi com o seu Satyagraha. Da mesma forma
que é singular a definição de felicidade, a definição de
arte também é. Sendo que cada ser humano produz sua arte todos os dias e assim
começa a sair do “mar de leite” que se encontra, mar no qual foi motivo de
felicidade de um ilustre, honesto, autêntico e genial escritor português.
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