quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A gestão pública inerte


No Brasil e na grande maioria do mundo não se faz politica, mas sim uma politicagem medíocre, extremamente enfaixada para que não se desmanche pela brisa. E esse argumento acima se baseia no simples fato de que a grande maioria dos gestores públicos, seja em uma cidade do interior de um país de terceiro mundo ou em alguma capital mundial, não são os principais críticos da sua própria gestão. A crítica, na visão destes, sempre virá de fora. Não será colocado aqui que o sistema privado é dotado de grandes valores e que os homens que o compõe servem de bom exemplo, pelo contrario, é tão cruel e incompetente quanto o sistema publico, mas se for perguntado a alguma multinacional que se a critica deve vir por terceiros para ai sim serem tomadas as providências devidas no intuito de modernizar seus produtos e serviços, a resposta será negativa. A principal critica vem de dentro. De uma tribo global que ainda engatinha em conceitos como moral e justiça,  é de se esperar que a falta de valores para um questionamento individual ou interno seja uma ação cotidiana, pois é mais fácil utilizar o discurso materialista e culpar o sistema capitalista por todos os males que afligem o homem do que buscar respostas ainda não prontas, que abarquem a cada situação em suas devidas circunstancias. O homem individual quando se aglutina com outras individualidades é que forma a comunidade, e não ao contrario. E a comunidade quando se dissipa forma o homem individual. Que há uma enorme influência degradante por parte da “sociedade” no corpo e na mente humana é notável, mas ainda sim sempre a raiz será individual, tendo em vista que é o homem o ser racional, e somente com essa caraterística, de ser racional, é que se faz a necessidade da vivência em comunidade. Logo por essa característica, tanto o individuo quanto o gestor publico devem ter para si uma certa nobreza ao se tratar da sua vida e da vida daqueles que são influenciados por suas atitudes. E não se deve esperar as criticas alheias, mas que esse movimento comece naquele que tem o potencial em modelar seu corpo e sua mente, ou naquele que pode fazer funcionar a mola mestra de sua gestão de maneira mais justa, pelo simples hábito de se dispor a fazer justiça.

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