O termo mais apropriado para classificar o ser humano atual é “animal racional”? Venho questionando essa forma que nós criamos para nos classificar colocando-nos acima de todo tipo de vida na terra. Há duas linhas de raciocínio. Em parte penso estamos errados pelo fato de que toda existência, todo ser, toda vida depender de algo, sendo tudo um ciclo, e onde dar e receber é uma das leis primordiais. Tudo seria diferente se cada grão de arroz que nos alimenta ou se a órbita de todos os planetas do nosso sistema solar não estivessem em um certo padrão. Por outro lado o termo vem bem a calhar, pois a maioria dos seres da nossa espécie tem uma visão muito fragmentada de tudo, ao contrario da formiga que por ser “irracional” e altamente intuitiva não vê problema nenhum em servir a vida toda em prol da comunidade. Intuição, isso que falta? Como seres de entendimento fragmentado não conseguimos enxergar muito além das fronteiras, e por isso vivemos o presente onde o prazer em sí é o bem mais procurado mesmo se for a duras penas. Uma prova que apresento e que esta próxima de todos nós é a fome. Existe forma mais arcaica de ignorância do que saber que seu vizinho de bairro, de cidade, de país ou continente passa fome? E que nem sequer nos preocupamos em questionar isso? Não falo em ajuda humanitária, falo em simplesmente em parar para refletir porque isso acontece. O ser quando é intuitivo consegue enxergar o todo, olhar a realidade geral e de imediato ter ideias. Um exemplo clássico é a musica. Ao fugir de formatos já idealizados e usados por todos, o intuitivo segue outro caminho, onde se preocupar com o belo é o que vale e não com a perfeição momentânea tão prezada pelos humanos racionais. A humanidade a meu ver esta perdida por causa da sua busca pela perfeição e não pelo belo. Não gostamos de ser tocados, e ao mesmo tempo gostamos de ficar sozinhos. Não conseguiria escrever nenhuma linha desse texto se não estive sozinho no meu quarto onde a luz a fraca de uma luminária direcionada a parede fosse minha única companheira. Mas ao mesmo tempo não conseguiria ter essa concepção se não estivesse junto de pessoas queridas durante todo dia. Onde há perfeição nessa contradição? Não há! Existe somente a intenção de tentar enxergar o tudo como um todo e conseguir equilibrar a racionalidade com toda sua beleza e a intuição com toda sua perfeição.
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