terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Nem a passos lentos


Quantas grandes obras devemos ler para nos tornamos melhores para nos mesmos? 1, 50, 1000? Quantas obras musicas devemos escutar para nos tornarmos melhores para nos mesmos? 1, 50, 1000? Quantas conversas, discussões, experimentos, observações devemos realizar para nos tornarmos melhores para nos mesmos? 1, 50, 1000? Temos realmente certeza de como trabalhamos nosso tempo? Realmente não paramos para pensar no que podíamos gerar por preguiça, indisciplina, frustrações, vícios. Nossa relação com a busca da evolução é mínima, pois na verdade não buscamos evoluir e sim procuramos nos tornar algo. procuramos insaciavelmente por títulos, seja qual for: dinheiro, emprego, relacionamentos. Estaria sim a humanidade milhares de anos há frente se cada individuo buscasse o padrão de excelência e de vida dos grandes gênios da ciência e espiritualidade. Se todos nesse exato momento estivessem se questionando sobre o universo, sobre a vida e a morte, sobre o tudo e o nada não teríamos tempo para guerras, fome, pré-conceito e tantos outros males que afligem a humanidade simplesmente pela sobra de tempo ocioso. Gostamos de não fazer nada, somos seres altamente preguiçosos, pois não confunda às 8 horas de trabalho de um proletário com disposição, pois depois de massacrados pelo local de tortura diária por uma remuneração apenas monetária não existe vontade para nada mais. Trabalhamos para consumir, consumimos para trabalhar mais, e esse ciclo é constante. Não se orgulhe de ser trabalhador, se envergonhe de não ajudar a terminar com essa realidade medíocre do ser humano. Precisamos das celas nas quais passamos 2/3 da nossa vida para nos organizarmos. Não somos livres de forma alguma, fomos organizados para sermos inertes a tudo de interessante na vida. No fim é esperar a libertação que vem através da morte, pois não a enxergamos mais nenhuma outra maneira de nos libertarmos de nossa condição, seja ela qual for.

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