É tamanha a ênfase dada
no que é porco e ruim que não temos a capacidade de enxergar o belo. Não
enxergamos não porque somos cegos, mas porque a lama e os excrementos
apodrecidos jogados na nossa visão vem sempre a tapar um horizonte de
graciosidade inimaginável. É negado aqui o argumento do grande José Saramago na
sua cegueira branca, pois ela é sim bem marrom escura. Ao receber as piores
noticias não ha duvida que elas existem, mas se cria o questionamento: Certas
informações podem ser dispensadas? Um exemplo claro seria o da cantora Vanusa,
que na tentativa de interpretar o hino nacional brasileiro o ano passado se
precipitou em não se preparar para a ocasião de maneira mais disciplinada. Os
“psedo pensadores” contemporâneos tão apreciados pelos seus programas de terno
preto e tantos outros improvisadores do humor foram a forra criticando de diversas
formas a cantora e seu erro naquela ocasião. Assim ganharam mais dinheiro nas
bilheterias de teatros onde o espetáculo é falar mal de maneira supostamente
engraçada e feita de improviso. Hoje o humor é degradante, pois a sempre a duas
figuras: O Juiz e o Condenado. Esse exemplo do hino nacional expõe de maneira
clara a teoria acima. Hamilton de Holanda grande musico e bandolinista
brasileiro interpreta o hino de maneira incrível na pose do presidente do STF
no fim do ano passado (Hino nacional - Hamilton de Holanda). É
conhecido algum humorista fazendo piada do que aconteceu? Desde a forma como
foi executado o hino pelo musico como o silencio e atenção que foi dado no
local ao bandolinista? A surpresa com a beleza da execução é tanta que é
evidente o clima de espanto e interesse nos convidados. Nenhum noticiário
humorístico “sensacionalista” fez piada do que foi belo. O mais certo é que o
publico desse espetáculo de horrores e risadas bizarras não entenderia a
analise do que é bem executado. Em resumo a atenção é voltada para a desgraça,
e o sublime é deixado de lado, restando a ser apreciado por um publico cada vez
menor, não por exclusão da massa, mesmo porque em tempos de rede a pessoa que afirmar
que não tem acesso a informação já se contradiz, mas por falta de interesse da
maioria.
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