terça-feira, 23 de julho de 2013

Naturalmente simplista

Nota-se hoje uma enorme ansiedade nos seres humanos, principalmente os que se encontram mais ligados à tecnologia, em querer se mostrar simples. São tantos os jargões que complexo é sintetizar a noção do que é simples para esse público, mas dentro das possibilidades a que mais se adequa a situação citada poderia ser “Ser simples é ser feliz”.  A partir dessa observação é clara a intenção dos locutores desse tipo de ideal, mas ao mesmo momento é interessante perceber como a cada ação desses indivíduos distancia-os de se tornarem mamíferos bípedes simples, e que de maneira gradativa e assustadora vão cada vez mais se aproximando de outra forma de viver, uma condição que se pode dizer a busca pelo “simplismo”. A partir dessa linha de raciocínio se nota a diferença na qual existir simples é diferente de existir de maneira simplista. Começando pelo dicionário onde são encontrados significados para simples: Sem malícia, singelo, puro, sincero; simples como uma criança. E para palavra simplista: Vício de raciocínio que consiste em desprezar elementos necessários à solução. Vemos uma enorme diferença nos dois termos onde um traz qualidades louváveis, já em contrapartida o outro se mostra alheio a importância do que é realmente de valor. Estar alheio é um dos atributos que mais cabe ao homo sapiens sapiens, que se encontra alheio a política, economia, saúde, cultura, cidadania, respeito, honra, honestidade, amor e tantas outras formas de se perceber e existir no espaço/tempo que é notório também como esse agrupamento de células ditas racionais conseguiu sobreviver até hoje.  Falando em espaço/tempo um grande físico teórico alemão já advertia que “tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado” assim demostrando que não há vínculo entre simplicidade com a forma facilitada de vida buscada pela grande maioria dos seres que habitam este grande terreno em forma de esfera, e que o caminho percorrido até hoje em busca do progresso, principalmente tecnológico pela humanidade e pelo progresso financeiro pelo indivíduo pode se tornar um retrocesso imenso na evolução, um movimento que pode nos levar a uma nova idade da pedra, onde trocaríamos as pedras e a roda por metais nobres e viagens até a Lua ou Marte. O simplismo é sim complexo, pois cada vez mais a academia se ramifica, principalmente as ciências humanas, para estudar as relações desse indivíduo não simples, que toma como guia somente o luxo, a velocidade, o hedonismo e tantas outras rasas formas de estar vivo. Logo, se encontrar simples está longe de ser fácil, muito pelo contrário, está muito mais para algo se torna natural em cada homem e na humanidade, e ser simplista é um equivoco natural nos tempos atuais.

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