Nota-se hoje uma enorme
ansiedade nos seres humanos, principalmente os que se encontram mais ligados à
tecnologia, em querer se mostrar simples. São tantos os jargões que complexo é
sintetizar a noção do que é simples para esse público, mas dentro das
possibilidades a que mais se adequa a situação citada poderia ser “Ser simples
é ser feliz”. A partir dessa observação
é clara a intenção dos locutores desse tipo de ideal, mas ao mesmo momento é
interessante perceber como a cada ação desses indivíduos distancia-os de se
tornarem mamíferos bípedes simples, e que de maneira gradativa e assustadora
vão cada vez mais se aproximando de outra forma de viver, uma condição que se
pode dizer a busca pelo “simplismo”. A partir dessa linha de raciocínio se nota
a diferença na qual existir simples é diferente de existir de maneira
simplista. Começando pelo dicionário onde são encontrados significados para simples:
Sem malícia, singelo, puro, sincero; simples como uma
criança. E para palavra simplista: Vício de
raciocínio que consiste em desprezar elementos necessários à solução. Vemos uma
enorme diferença nos dois termos onde um traz qualidades louváveis, já em
contrapartida o outro se mostra alheio a importância do que é realmente de
valor. Estar alheio é um dos atributos que mais cabe ao homo sapiens sapiens,
que se encontra alheio a política, economia, saúde, cultura, cidadania,
respeito, honra, honestidade, amor e tantas outras formas de se perceber e
existir no espaço/tempo que é notório também como esse agrupamento de células
ditas racionais conseguiu sobreviver até hoje.
Falando em espaço/tempo um grande físico teórico alemão já advertia que
“tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado”
assim demostrando que não há vínculo entre simplicidade com a forma facilitada
de vida buscada pela grande maioria dos seres que habitam este grande terreno
em forma de esfera, e que o caminho percorrido até hoje em busca do progresso,
principalmente tecnológico pela humanidade e pelo progresso financeiro pelo
indivíduo pode se tornar um retrocesso imenso na evolução, um movimento que
pode nos levar a uma nova idade da pedra, onde trocaríamos as pedras e a roda por
metais nobres e viagens até a Lua ou Marte. O simplismo é sim complexo, pois
cada vez mais a academia se ramifica, principalmente as ciências humanas, para estudar
as relações desse indivíduo não simples, que toma como guia somente o luxo, a
velocidade, o hedonismo e tantas outras rasas formas de estar vivo. Logo, se
encontrar simples está longe de ser fácil, muito pelo contrário, está muito
mais para algo se torna natural em cada homem e na humanidade, e ser simplista é
um equivoco natural nos tempos atuais.
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